> Sinop realiza primeira edição do projeto “Olhar Sistêmico”

05/07/2016 – A Comarca de Sinop (500km ao norte de Cuiabá) realizou nesta segunda-feira (4 de julho) a primeira edição do projeto “Olhar Sistêmico”, com o uso da técnica das constelações familiares – método psicoterapêutico, de abordagem sistêmica fenomenológica, desenvolvido pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, com objetivo de resolver conflitos.

A utilização dessa abordagem na área jurídica teve como precursor o juiz Sami Storch, da magistratura da Bahia, que há mais de nove anos se dedica a estudar e aplicar essa fenomenologia.

Segundo o magistrado, uma das bases do direito sistêmico é considerar a pessoa pela bagagem familiar que ela traz. “Um indivíduo não pode ser tratado isoladamente, ele tem que ser encarado como um sistema, formado por ele próprio, pelo pai e pela mãe. Muitas pessoas ingressam com processos na Justiça por conta de um motivo, mas quando é feita a análise mais profunda, é possível verificar que o problema maior é que elas foram desconsideradas pelo outro ou sofreram um gesto de não reconhecimento. O direito sistêmico ajuda as pessoas a terem mais equilíbrio na vida e diante das situações que se apresentam”, pontuou o juiz e estudioso do tema.

Sobre a aplicação prática das técnicas, além de ampliar a visão e o conhecimento sobre as leis que regem os relacionamentos humanos, elas capacitam os usuários a atuarem com mais qualidade na mediação dos conflitos.

Nessa linha a magistrada Débora Roberta Pain Caldas, idealizadora do projeto na Comarca de Sinop, ressalta que o Judiciário está passando por uma reforma profunda no Brasil, no sentido de tornar-se mais humanizado e sintonizado com essa necessidade de mudança da população. “Esse olhar sistêmico propiciado pela técnica das Constelações Familiares vem sendo abraçado por diversos tribunais no país e Mato Grosso é um dos pioneiros desse movimento. É mais uma ferramenta para esse novo momento”.

O projeto terá periodicidade mensal e será voltado para casais envolvidos em processos afetos à Lei Maria da Penha ou vinculados a feitos de direito de família. As sessões serão conduzidas pela consteladora sistêmica familiar e organizacional Neiva Klug, com uma parte de teoria e outra de prática.

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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