Segunda Vara realiza mutirão e Projeto Bem-me-quer

A Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar realizou na tarde desta quinta-feira (12 de março), no Plenário do Fórum de Cuiabá, 42 audiências de conciliação envolvendo questões ligadas à guarda, guarda compartilhada, direito de visita, pensão alimentícia, injúria, calúnia e outras ações de natureza cível. Quatro equipes do Núcleo de Conciliação do Tribunal de Justiça (TJMT) colaboraram nas audiências.

Durante toda a tarde a Segunda Vara ofereceu às mulheres que compareceram às conciliações o Projeto Bem-me-quer, com serviços como dia de beleza com maquiagem e limpeza de pele, sorteio de brindes e acesso a um posto do Sistema Nacional de Empregos (Sine) para se cadastrarem a uma vaga de trabalho. A ação faz parte da Campanha ‘Justiça pela Paz em Casa’, que acontece desde o dia 9 de março e segue até esta sexta-feira (13 de maço).

De acordo com o juiz titular da Segunda Vara, Jeverson Luiz Quinteiro, todos os meses serão feitos mutirões para realização de audiências como essas. Também será dada continuidade ao Projeto Bem-me-quer. O magistrado, idealizador da iniciativa, conta que a ideia do nome partiu de uma homenagem da juíza Amini Haddad, pensando justamente no bem-estar das mulheres que já sofreram tanto. “Queremos dar continuidade com essas parcerias, já que concentramos audiências de conciliação na mesma data”, disse Jeverson.

Para o juiz as audiências são de extrema importância para as partes envolvidas. “A conciliação é fundamental. Temos que usar esses meios de solução de conflito que não sejam apenas as sentenças. Com a conciliação são as partes que chegam a um consenso”.

Como é o caso da manicure Karoliny Gomes de Almeida, de 28 anos, casada há sete anos. Ela conta que já havia sofrido agressões do marido há alguns anos por conta do uso de bebida alcoólica. Ela perdoou, sugerindo ao companheiro que mudassem de cidade para começarem uma nova vida. Chegando em Cuiabá uma nova agressão aconteceu em decorrência do álcool, mas, dessa vez, ameaçando também a integridade física do filho autista de sete anos. “Ele é um homem bom, se arrependeu do que fez e quer ajuda. Procurei a justiça porque agora ele também está usando droga. Quero conseguir um tratamento para ele no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)”.

Depois da audiência Karoliny passou no espaço reservado para o Bem-me-quer e aproveitou para ficar mais bonita com a maquiagem feita por profissionais da Solução Cosméticos. Ela adorou a iniciativa e disse que atitudes como essa ajudam muito as mulheres. “A gente se sente valorizada depois de tanto sofrimento que a gente passa”.

Já a empresária M.L.A, de 34 anos, procurou a justiça para resolver questões relacionadas a divórcio, pensão alimentícia e partilha de bens após agressão do marido. Eles não se vêem há oito meses, mas ele tem contato com os filhos regularmente. “Estou aqui para resolver a situação de forma que fique bom para mim e para ele. Temos alguns bens e espero que tudo se resolva da melhor forma possível”.

POR TJMT

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