• 27 de fevereiro de 2021

“Raça Forte” declara dívidas de quase R$ 500 mil

13/05/2015 -A concessionária Raça Forte, que está em recuperação judicial e revende as motocicletas Dafra em Mato Grosso, declarou dívidas na ordem de R$ 479,6 mil.

A lista de credores foi publicada nesta terça-feira (12), no Diário Oficial do Estado.

Deste valor, a Raça Forte deve R$ 311 mil à própria Dafra, R$ 145 mil ao Banco Bradesco e o restante é relativo a dívidas com funcionários.

Os credores e interessados terão 30 dias para impugnar o valor da dívida a partir da data de intimação.

A Raça Forte, cuja filial foi inaugurada em 2010, na Capital, entrou em recuperação judicial em maio do ano passado, por decisão do juiz Flavio Miraglia, da 1ª Vara Cível da Capital.

Crise

A empresa relatou que, no início das atividades, investiu aproximadamente R$ 50 mil na locação de um imóvel em Cuiabá para a instalação da empresa.

Segundo a Raça Forte, a empresa chegou a vender mais de 50 motos por mês, porém, em razão das obras da Copa do Mundo, foi obrigada a desocupar o imóvel.

Como a área da revenda estava localizada em domínio público, a concessionária contou que não recebeu qualquer indenização para deixar o local.

“Assim, todo o investimento, fundo de comércio foram retirados repentinamente da requerente, prejudicando demasiadamente suas vendas, sendo que, mesmo encerrando suas atividades no principal estabelecimento, sediado nesta Capital, continuam arcando com diversas despesas como: funcionários, fornecedores, bancos, ações, etc”, diz trecho da ação de recuperação.

Em razão da crise, a concessionária teve que realizar empréstimos bancários, pois a Dafra passou a vender as motos apenas à vista para a revenda.

Como os bancos públicos são muito burocráticos e lentos para conceder empréstimos, a Raça Forte fez financiamentos em curto prazo e com altas taxas de juros junto a bancos privados.

Somado a tudo isso, a crise financeira de 2012-2014 foi outro fator apontado pela revenda como um fator preponderante para a crise da empresa, “eis que houve impacto negativo no capital de giro das empresas do grupo, diante da dificuldade para obtenção de novas linhas de crédito e negociação e renovação das linhas então existentes”.LUCAS RODRIGUES-MIDIAJUR- FOTO DIVULGAÇÃO

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