Promotor pede que réu da morte de Marchetti vá a júri

26/12/2014 – O Ministério Público Estadual (MPE) solicitou que Anastácio Marafon, assassino confesso do ex-secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Vilceu Marchetti, vá a júri popular pelo homicídio ocorrido em julho deste ano, na Fazenda MarAzul, no Distrito de Mimoso.

O pedido já havia sido apresentado pelo promotor da comarca de Santo Antônio de Leverger, Natanael Moltocaro Fiúza, ao Juiz Moura Mesquita, no dia 1º de outubro – clique AQUI.

Porém, nos autos, foram acrescentadas provas e o juiz agendou uma nova audiência de instrução para, somente então, decidir o futuro de Marrafon.

O magistrado tem até o dia 26 de dezembro para avaliar o pedido.

Conforme já foi noticiado pelo MidiaNews, na audiência de instrução, ocorrida dia 26 de novembro, o promotor não estava convicto de que o crime tenha acontecido apenas por motivos passionais, ou legítima defesa, conforme afirmado pelo caseiro ao delegado Sidney Caetano.
“As provas não confirmam que o crime tenha sido cometido por motivos passionais, mas quanto a autoria isso não resta dúvida. O próprio réu já confessou. Agora sobre o motivo, ainda precisamos ouvir mais testemunhas para dar um ponto final no caso”
“As provas não confirmam que o crime tenha sido cometido por motivos passionais, mas quanto a autoria isso não resta dúvida. O próprio réu já confessou. Agora sobre o motivo, ainda precisamos ouvir mais testemunhas para dar um ponto final no caso”, disse o promotor Natanael Fiúza.

No dia da audiência de instrução, eram para ser ouvidas 10 pessoas, porém, apenas cinco compareceram ao Fórum, enquanto os demais foram ouvidas por precatório (quando os depoimentos são tomados nos locais onde os depoentes residem).

Na versão de Anastácio Mafaron, Vilceu teria assediado sexualmente sua esposa, Ângela Aparecida Ribeiro, na sede da fazenda Marazul, no dia de sua morte.

O caso

Vilceu Marchetti foi morto na noite do dia 7 de julho, na Fazenda Marazul, localizada na região do Pantanal.

A fazenda pertencia a Neri Fulgante e era administrada por Marchetti. Na ocasião do crime, também estavam na fazenda os dois netos de Marchetti, de 14 e 9 anos de idade.

Segundo a polícia, Anastácio Marafon já trabalhava para Fulgante há seis anos em outra propriedade e assumiria a administração da Fazenda Marazul.

O réu havia chegado ao local há pouco mais de 10 dias, junto com a família.

Na sede da fazenda, o ex-secretário teria assediado a esposa do novo administrador, que presenciou a cena e tirou satisfação com a companheira – discussão que teria sido testemunhada pelos netos de Marchetti.

Marafon, então, teria se dirigido armado até o apartamento ocupado por Marchetti na fazenda e entrado em seu quarto.

Após uma breve discussão – ouvida pelo dono da fazenda –, ele teria disparado os tiros contra o administrador e voltado à sua propriedade, atirando a arma no rio durante o percurso.

Foto divulgação-Midiajur

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