• 18 de setembro de 2021

> Projeto do CNJ avança no TJMT

Alinhamento de expectativas e apresentação dos resultados alcançados com os trabalhos realizados até agora marcaram a reunião do Projeto Piloto de Diagnóstico e Fortalecimento dos Judiciários. Na ocasião, a Coordenadoria de Recursos Humanos apresentou as próximas ações necessárias – para o progresso das atividades – aos magistrados responsáveis pelas 14 varas onde o projeto é desenvolvido. Foram abordadas apenas as ações relativas à alocação de recursos humanos.

Já na abertura, o juiz auxiliar da presidência, João Thiago Guerra, lembrou que o projeto é realizado em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Destacou ainda que Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi escolhido por apresentar números, indicadores e estrutura possíveis de receber o projeto modelo e alcançar o resultado esperado pelo Conselho. No projeto Mato Grosso representa os tribunais de médio porte. Já os de grande porte são representados por Minas Gerais e os de pequeno porte são representados pelo Tribunal de Tocantins, que também foram escolhidos para desenvolverem projetos semelhantes.

“O desenvolvimento das ações traz a clara ideia de padronização. Nós buscamos sair de um modelo empírico de distribuição de recursos humanos para alcançarmos a proposta de unidade judiciária ótima, multiplicando o padrão de bom atendimento e replicando para outras unidades”, enfatizou o magistrado. O projeto é desenvolvido em 14 unidades judiciárias de Cuiabá, sendo nove Varas Cíveis e outras cinco de Fazenda Pública. A proposta é comparar unidades iguais.

Na sequência, o coordenador de Recursos Humanos, Carlos Campelo, explicou a necessidade de medir o trabalho realizado pelas secretarias de varas e gabinetes. “Quem não mede seu trabalho não faz progresso. A nossa proposta hoje é melhorar a produtividade de cada setor por meio de capacitação e padronização. Nós trabalhamos com ferramentas de gestão que vão nos possibilitar o melhor resultado dentro da capacidade produtiva que cada pessoa tem. Em não tendo o resultado esperado, dentro do indicador estabelecido para o servidor, nós atuaremos para dar condições, seja ela qual for, para que o colaborador consiga alcançar o índice esperado”, destacou.

Campelo também ressaltou que o momento agora é de combater as causas e não os problemas. E a forma de se fazer isso é atuar com capacitações e compartilhamento de boas práticas por meio de oficinas. “O trabalho é sequencial, como se fosse uma onda senoidal. Como é um projeto piloto, vamos adequar as unidades dentro da condição máxima necessária para ter a quantidade certa de pessoas para produzir aquilo que é esperado, baixar a taxa de congestionamento, que é dar celeridade e resposta à sociedade. Terminando esta fase piloto, vamos expandir para as demais unidades até ter o Estado todo”, concluiu.

O projeto é desenvolvido em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça. Também presente na reunião, a desembargadora Maria Erotides Kneip, corregedora-geral da Justiça, explicou que a escolha de uma unidade judiciária capaz de medir cada um de seus atos permitirá a Mato Grosso mostrar para outras unidades judiciárias do país nossa eficiência de gestão. “Nós não vemos outra maneira de melhorar a eficiência de nosso serviço se não for por meio de instrumentos capazes de medir a produção. Estamos criando instrumentos de gestão, pois fomos escolhidos pelo Conselho Nacional de Justiça para fazer isso e estamos cumprindo esta determinação com estas unidades judiciárias da Capital”.

A reunião foi realizada na sexta-feira (11 de março) na sala de reuniões da Presidência do TJMT. A próxima reunião deve ser realizada em maio. DO TJMT

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