Projeto da Águas Cuiabá pretende tratar 100% do esgoto coletado

29/10/2017 – O Plano Cuiabá 300 terá verba de R$ 203 milhões para fazer as obras. Até 2022 ainda será investido R$ 1,2 bilhão para a melhoria do serviço de saneamento básico. De acordo com Luiz Fabriani, diretor do empreendimento na capital, as obras para a coleta de esgoto deverão possibilitar o tratamento de 100% do esgoto coletado, o que não acontece hoje.

O projeto da Águas Cuiabá, da Iguá Saneamento S.A, para os 300 anos da capital, pretende tratar 100% do esgoto coletado. Atualmente apenas 36% do esgoto coletado das 94 mil unidades é tratado.

“É um projeto com sete anos de abrangência, iniciou em agosto, e isso tudo foi costurado de uma forma bem coerente com a necessidade primordial, que é a água. iremos regularizar o fornecimento de água 24h por dia, o que ainda não acontece em 100% da cidade, e regularizar a questão do esgoto também, porque hoje se coleta 50% de esgoto, mas não é todo tratado, estamos tratando por volta de 36%, então nos final dos 18 meses, para os 300 anos, é igualar o que é coletado a o que é tratado”, afirmou.

Os dois sistemas que serão reformados e ampliados são do Tijucal e Dom Aquino. Serão instalados cerca de 130 km de interligação de redes de esgoto.

“Obra de saneamento é meio ingrata né, porque muitas vezes você não consegue enxergar, diferente da construção de um estádio, a construção de um VLT, por exemplo. Mas na parte de esgoto, existem dois sistemas muito importantes, que é o do Tijucal, na parte de cima do Rio Coxipó, e o do Dom Aquino, na parte de cima do Rio Cuiabá. Estes sistemas já estão ultrapassados, então tem que haver uma reforma, uma melhoria no sistema como um todo, e daí então vai ser feito, o que eu acho que á a parte mais desafiadora, que são cerca de 130 km de interligação de rede de esgoto, e vai dar uma capacidade muito grande de coleta para tratar”.

No sistema do Dom Aquino será aumentada a capacidade de coleta em 350 litros por segundo, serão instaladas quatro novas estações elevatórias, 3,6 km de novos emissários e 54km de novas redes coletoras. No do Tijucal será aumentada a capacidade de coleta em 165 l/s, com também quatro novas estações elevatórias, 84 km de novas redes coletoras e 7,3 km de novos emissários. O diretor avalia que o maior desafio está na instalação das novas redes coletoras.

“A gente vai organizar um sistema que carecia de um empurrão importante. Nosso maior desafio são as redes coletoras de esgoto, vamos levar a coleta para mais pessoas, que não tem hoje. No sistema Tijucal a gente vai instalar 84 km e no sistema Dom Aquino vamos instalar 54 km. Então a gente vai mexer nestas regiões, e são obras que as pessoas não vêm, mas vai melhorar a vida delas”, disse.

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