População recebe serviços no Jecrim/VG

30/10/2017 – O Juizado Especial Criminal de Várzea Grande (Jecrim) realizou, na tarde de sexta-feira (27 de outubro), um mutirão com a oferta de diversos serviços públicos para a população em situação de vulnerabilidade social e de risco relacionadas à dependência química e seus familiares. A ação ocorreu no Núcleo de Práticas Jurídicas do Univag e integra o programa “Justiça em Estações Terapêuticas e preventivos, do Poder Judiciário”.

 

De acordo com a juíza titular do Jecrim, Amini Haddad, o principal objetivo do mutirão é atuar preventivamente para acolher o maior número de pessoas que se encontram em vulnerabilidade. “Tanto aquelas pessoas que estão passando por tratamento, que estão sendo encaminhados para profissionalização para mudar essa história de vida da dependência química, bem como toda a comunidade que se vê inserida nessa vulnerabilidade. Temos bairros muito carentes, escolas com dificuldades imensas, então precisamos atuar preventivamente e o Justiça em Estações Terapêuticas e Preventivas vem cumprir essa missão”, explicou.

 

Desde 2013 o Jecrim/VG já realizou 20 mil atendimentos, tanto de dependentes químicos como de seus familiares. Agora, segundo Amini Haddad a intenção é atingir toda comunidade que está exposta a vulnerabilidade. “É uma conscientização pública para evitar esse mal. Sabemos que o tráfico de drogas alicia cada vez mais crianças e adolescentes, as famílias que se encontram em situação de risco, então esse programa veio também para agir preventivamente, acolher essa comunidade, prestar um serviço de forma gratuita para que ela possa perceber de fato que é possível a construção de horizontes em que eles possam trabalhar, profissionalizar e construir com dignidade a história de vida de cada um”, salientou a juíza.

 

O mutirão é uma ação conjugada entre Poder Judiciário e Ministério Público e a promotora de justiça, Valnice Silva dos Santos também esteve presente na ação e falou da importância da atuação integrada em prol daqueles que mais precisam. “O mutirão de hoje é para dar maior apoio às pessoas que atendemos aqui, que em sua maioria são usuários de entorpecentes e seus familiares, promovendo o exercício da sua cidadania, possibilitando acesso aos serviços que aqui são oferecidos. Muitas pessoas ainda não têm todos os documentos e serviços básicos de saúde. Tudo isso é para fortalecer a atuação junto à comunidade local”, enfatizou.

 

O professor de audiência da Univag, Sérgio Mitsuo disse que a parceria do Centro Universitário com o Juizado é no sentido de ofertar serviços jurídicos, odontológicos e psicológicos. “Esses serviços são feitos pelos acadêmicos e supervisionados pelos professores. Ao mesmo tempo em que eles estão praticando o que aprendem na teoria estão ofertando esses serviços à população carente de Várzea Grande”.

 

Em uma audiência no Juizado, Edmilson Guilherme, de 33 anos, ficou sabendo do mutirão e aproveitou a oportunidade para fazer a segunda via do seu CPF e certidão de nascimento, tirar foto 3×4 e passar pelo dentista. “Isso aqui facilita bastante a nossa vida. O atendimento é rápido e muito bom”, disse.

 

A estudante Juliana Leitman, 26 anos, mora no bairro Nova Fronteira e ao saber pela vizinha que haveria o mutirão fez questão de chegar cedo para ter acesso aos serviços. Ela tirou foto 3×4, fez a segunda via da certidão de nascimento, atualizou o cadastro no CadÚnico, passou pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Sine para saber das vagas de emprego, já que está desempregada. Ela aprovou a ação.

 

“É muito mais fácil vir aqui porque dá pra fazer tudo em um lugar só e fica mais perto pra mim do que ter que ir ao centro, sem falar que aqui os serviços são mais rápidos. Muito bom vir pra cá e resolver de uma vez só, é mais rápido e ajuda quem precisa”, falou.

 

 

Por; Dani Cunha

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