PF afirma que Prefeitura de Cuiabá pagou R$ 310 mil por medicamento, mas nunca entrou em estoque

A Polícia Federal diz que a Prefeitura de Cuiabá pagou R$ 310 mil à empresa MT Pharmacy por medicamento que não entrou no estoque da farmácia da rede municipal de saúde.

O remédio seria o Adenosina 3 miligramas, usado em pacientes com arritmia cardíaca. O contrato de suposta compra sem entrega é investigado na Operação Colusão, deflagrada na manhã desta quinta-feira (30).

A autorização de cumprimento de mandados de busca e apreensão, assinada pelo juiz Paulo César Alves Sodré, da 7° Vara Criminal Federal, diz que o contrato foi assinado pelo então secretário de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho, no início de 2020.

No dia 28 de fevereiro, o então diretor do Centro de Distribuição de Medicamento de Cuiabá (CDMIC), Elisandro de Sousa Nascimento, assinou uma nota fiscal que daria sinal de entrada no produto em estoque.

No entanto, relatórios divulgados pela empresa Norge Pharma nos meses seguintes apontam que não houve movimentação, nem de entrada nem de saída, da Adenosina no CDMIC. A Norge Pharma era, na época, a responsável pela gestão de medicamentos na central.

Conforme a Justiça, os relatórios são referentes ao intervalo de 24 de março a 30 de maio de 2020.

A investigação da Polícia Federal também aponta a celeridade com que o contrato assinado pela Secretaria de Saúde de Cuiabá com a MT Pharmacy. O contrato foi fechado em 12 dias. A negociação iniciou no dia 20 de fevereiro de 2020 e concluída em 4 de março.

Segundo o site Olivre.com, publicou que Luiz Antônio Possas de Carvalho, Elisandro de Sousa Nascimento, a empresa MT Pharmacy e mais seis pessoas são investigados pela Polícia Federal. Todos estariam envolvidos em supostas fraudes de contratos que somam R$ 1,9 milhão.

A contratação seria para serviços prestados a pacientes da covid-19.

 

Redação/ Foto: Reprodução

Rocha

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