“Pela 1ª vez na história da OAB-MT serei só eleitor”

21/01/2015 – O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Ussiel Tavares, afirmou que não pretende apoiar nenhum grupo para a presidência da seccional nas eleições que devem ocorrer em novembro deste ano, seja da situação ou da oposição.

Figura carimbada nas eleições da OAB-MT desde os anos 90 e um dos principais apoiadores da campanha que elegeu o advogado Maurício Aude para a presidência da seccional, Ussiel Tavares diz que “Pela 1ª vez na história da OAB, serei apenas eleitor. A movimentação ainda está muito tímida, mas acho que a OAB está em um momento em que precisa se reinventar, ter alguma novidade” só mudará de ideia caso algum nome novo se lance à disputa.

“Pela 1ª vez na história da OAB, serei apenas eleitor. A movimentação ainda está muito tímida, mas acho que a OAB está em um momento em que precisa se reinventar, ter alguma novidade. A minha linha para participar seria alguém novo, que trouxesse essa novidade”, disse ele, em entrevista ao MidiaJur.

Nos bastidores do grupo situacionista, o nome da vice-presidente da OAB-MT, Cláudio Aquino, e do presidente da Caixa de Assistência, Leonardo Campos, o “Léo Capataz”, são os mais cotados para suceder Maurício Aude.

Apesar de considera-los bons nomes, Ussiel Tavares acredita que o grupo da situação deveria lançar à presidência alguém mais jovem, que representasse o espírito de mudança que tem contagiado a classe e a sociedade nos últimos anos.

“Ambos têm serviços prestados, mas eu ainda insisto em um nome que representasse alguma novidade, mas isso vai ser um processo longo de discussão. Vou participar à distância, minha contribuição eu já dei na OAB, acho que é a vez dos advogados mais jovens”, opinou.

“Eles cometem aquele erro de colocar o nome na frente, que são os dois nomes que se despontam: José Moreno e Eduardo Mahon. Não se discute um projeto. Eles se colocam como candidatos à presidência da OAB e quem quiser que venha atrás” Oposição

Quanto ao grupo de oposição, o advogado descarta apoiar os advogados que manifestaram interesse em concorrer, no caso, Eduardo Mahon e José Moreno.

“Eles cometem aquele erro de colocar o nome na frente, que são os dois nomes que se despontam: José Moreno e Eduardo Mahon. Não se discute um projeto. Eles se colocam como candidatos à presidência da OAB e quem quiser que venha atrás. Não é assim, se perde a legitimidade quando se inverte o caminho”, criticou.

Para Ussiel Tavares, a oposição continua sendo “desarticulada” e, se continuar assim, “vai perder de novo”.

“Primeiro arrumam o candidato e depois formam o grupo. Tem que ser o contrário. Primeiro tem que se reunir um grupo, cada um dizer o que pensa sobre a OAB, e aí surgir um nome naturalmente. Não um nome colocado de forma impositiva. Colocam aquele que tem condições de bancar uma campanha e muitas vezes se perde a legitimidade com isso”, apontou.

Outro erro que o advogado atribui à oposição é a falta de acompanhamento à gestão da OAB-MT.

“Ficam três anos ausentes de qualquer discussão, aí chega seis meses antes da eleição, fazem um “junta-junta” para montar chapa. A oposição não cumpre o seu papel. Eu, quando fui presidente, vim de três eleições perdidas, mas a gente sempre estava marcando posição, dizendo o que pensava sobre a política da Ordem”, disse ele.

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