Omissão da OAB-MT desvaloriza advogada, critica Pio

15/05/2015 – Dos 84 membros que integram a atual gestão da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), 8% são mulheres. Este número é visto com pessimismo pelo advogado e pré-candidato à presidência da seccional, Pio da Silva.

Para ele, este dado revela uma “contradição extrema”, pois 52% dos profissionais da advocacia do Estado são mulheres. A mesma discrepância, conta o advogado, ocorre na composição das comissões “É preciso conscientizar as advogadas mato-grossenses da sua capacidade e importância nas lutas classistas, para que deixem de ser meras espectadoras do comando majoritariamente masculino da instituição” temáticas da OAB-MT.

“Das 49 comissões temáticas, apenas 7 são presididas por mulheres, situação que deixa clara a pouca participação feminina no comando da instituição, isso é inaceitável nos dias atuais, em que as mulheres estão exercendo com excelência cargos antigamente ocupado apenas por homens”, criticou.

Pio da Silva acredita que é preciso incentivar as mulheres a participarem da administração da entidade, para que a conquista relativa à cota mínima de 30% nas chapas “não se torne mera figuração, com mulheres compondo a chapa sem qualquer força política”.

“É preciso conscientizar as advogadas mato-grossenses da sua capacidade e importância nas lutas classistas, para que deixem de ser meras espectadoras do comando majoritariamente masculino da instituição”, opinou.

Outro ponto que o oposicionista destaca é a suposta falta de apoio da atual gestão à advogada gestante. Pio da Silva entende que a OAB-MT deveria lutar para garantir a suspensão dos prazos processuais e a redesignação de audiências em até 60 dias após o parto.

“Atualmente a mulher advogada, que atua sozinha, e decide ser mãe, enfrenta grandes dificuldades para conciliar as atividades profissionais, com o momento sublime da maternidade, pois, enquanto as demais profissionais contam com 4 a 6 meses de licença, a advogada, precisa retornar ao trabalho, quase que imediatamente após o parto, pois, os prazos processuais continuam a correr ininterruptamente”, apontou.

Discriminação

O oposicionista também apontou discriminação da atual gestão com as advogadas que fazem parte dos grupos de oposição. Segundo Pio da Silva, elas sequer são chamadas para contribuir com a classe nas dezenas de comissões temáticas.

“Após a eleição a oposição para nada é convidada. a situação se comporta como nossa inimiga. Somos todos advogados e temos que pensar que, quando uma diretoria é eleita, ela é legitima para representar a nossa profissão, e nesse momento temos que nos unir, esquecendo a politica da ordem. Pois somente assim estaremos unidos em favor da profissão da liberdade e com a valorização de direito da mulher”, finalizou.POR LUCAS RODRIGUES-MIDIAJUR; REDAÇÃO JA

premium

Ler Anterior

TRE disponibiliza ferramenta para fiscalizar balanço patrimonial dos partidos

Leia em seguida

Tribunal anula indiciamento de procurador do Estado

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *