Mobilização Nacional – UFMT para nessa terça-feira, 16/08, contra cortes nos serviços públicos

16/08/2016 – Além da paralisação, movimento organiza atividades de protesto dentro da universidade a partir das 14h30

A UFMT para nessa terça-feira, 16/08, contra as investidas do governo federal para esfacelar ainda mais os serviços públicos. A PLP 257/16, a PEC 241/16, e um anúncio de possível redução de 45% no orçamento das universidades federais para 2017 são os principais pontos destacados por docentes, técnicos e estudantes que se uniram à Mobilização Nacional convocada pelas centrais sindicais brasileiras.

“Nossa universidade tem uma série de programas, de bolsas para estudantes, está num momento de expansão, com novos cursos nos campi de Sinop, Araguaia, Rondonópolis. Temos o campus de Várzea Grande, que ainda está em processo de construção. Um corte de 45% nos recursos da UFMT representaria ter de administrar com pouco mais de R$ 400 milhões o mesmo espaço que antes era administrado com R$ 750 milhões. Com certeza isso comprometerá a qualidade das nossas pesquisas, dos nossos cursos de extensão e ensino”, afirma o presidente da Adufmat – Seção Sindical do ANDES Sindicato Nacional.

A comunidade acadêmica alerta, ainda, que os Projetos que tramitam no Congresso Nacional 257 e 241, ambos de 2016, trarão prejuízos irreparáveis à população brasileira, que verá ainda mais comprometidos seus direitos à saúde, educação, previdência social, segurança e até o acesso a justiça.

O objetivo da PLP 257/16 é renegociar as dívidas dos estados. Para isso, impõe ajuste fiscal, reduzindo recursos dos serviços públicos e programas sociais. A PEC 241/16, ainda mais perversa, reduz as despesas primárias da União, limitando os gastos públicos com relação ao ano anterior, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso significa congelar os gastos públicos, ou seja: sem novos investimentos, sem concursos públicos, sem reajustes, sem respeito aos direitos constitucionais. O governo defende que isso vigore por pelo menos vinte anos.

O “Fora Temer”, que também marca os protestos, representa a repulsa dos trabalhadores a governos que precarizam os serviços públicos e retiram direitos sociais.

Assim, trabalhadores de todo o Brasil participam, nessa terça-feira, da mobilização nacional programada como parte da agenda de lutas contra esses projetos de lei. Mas os movimentos sociais não param por aí: já se fala em greve geral em âmbito nacional.

Em Cuiabá, o encontro dos trabalhadores será às 17h, na Praça Ipiranga, Centro da Capital. Na UFMT, além da paralisação, uma agenda de atividades reunirá docentes, estudantes e técnicos a partir das 14h30 na sede do Sintuf-MT (sindicato dos técnicos administrativos).

Confira a agenda:

14h30 – Concentração e ato público unificado com estudantes, técnicos e professores na sede do SINTUF;

16h – Marcha fúnebre (carreata) do governo interino em direção à Praça Ipiranga;

17h – Ato unificado das centrais sindicais em defesa do serviço público e dos direitos dos trabalhadores na Praça Ipiranga;

Por; Luana Soutos

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