> Membros do Comitê Gestor do PJe se reúnem para troca de experiências

O coordenador do Comitê Nacional Gestor do Processo Judicial Eletrônico da Justiça dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (CGJEPJe/CNJ), desembargador Marcelo Gobbo Dalla Déa (Paraná), reuniu-se na tarde desta quarta-feira (30 de março) com os integrantes do Comitê Gestor do Processo Judicial Eletrônico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e os membros do Comitê Executivo de Implantação (formado pelos líderes das áreas administrativas do TJMT), para uma troca de experiências, informações e para saber como está a implantação da plataforma, que promete revolucionar a forma como o país conduz seus processos judiciais.

“É sempre um interesse do Conselho Nacional de Justiça e do Comitê Gestor dos Estados trocar informações com os diversos tribunais do país, porque normalmente os tribunais têm soluções locais que têm aplicação nacional. Essa é a ideia, conversar, dialogar, trocar experiências, e fazer com que o sistema do PJe seja muito mais um meio de integração do Poder Judiciário do que um mero processo eletrônico dentro do Judiciário”, destacou o desembargador Marcello Déa, que ouviu atentamente todos os integrantes do comitê que falaram sobre suas conquistas, desafios e dificuldades enfrentadas na implantação do sistema.

O desembargador, que destacou a importância da reunião para a troca de experiências, diz que está levando bons frutos de Cuiabá. “Levo de Mato Grosso várias experiências, a primeira delas é a migração; a segunda é a questão da interação do Comitê Gestor local e a terceira são as soluções que o Tribunal está tendo de expansão do sistema do PJe para o interior. Todas estas são experiências muito ricas”.

Ele ressalta que o principal diferencial dos sistemas digitais é a diminuição do tempo de tramitação do processo, já que o mesmo não fica parado. “O advogado, por exemplo, entra com uma petição via PJe, isso vai concluso para o juiz na mesma hora. Não tem que chegar no cartório, juntar ao processo como ocorre com o físico. Este tempo acaba não existindo mais, isso faz com que tudo tramite de forma mais rápida. Eu costumo dizer que o processo judicial eletrônico tem tramite entre 20% e 30% mais rápido que o processo físico, só isso já é um grande ganho para a população”, afirma.

Renato Paquer, representante do Ministério Público do Estado no Comitê Gestor local, destaca a importância da virtualização de procedimentos. “É importante que todos entendam que este é um trabalho colaborativo. O sucesso da virtualização do Judiciário depende de todas as partes. Como toda funcionalidade nova, existe um período de adaptação. Algumas mudanças no dia a dia do trabalho são necessárias, mas temos certeza que as mudanças virão para melhor, os procedimentos serão mais céleres”, defende.

O sub-defensor público geral, Caio Cezar Zumioti, diz que em um primeiro momento a nova plataforma assusta, “mas depois vemos que não é difícil assim. A ferramenta é autoexplicativa, a pessoa consegue manusear com facilidade. Além disso, no site do Tribunal de Justiça tem um treinamento on line que ajuda a tirar dúvidas. Sem dúvida alguma o PJe será uma revolução e nós estamos aqui para colaborar”.

O desembargador Marcelo Déa elogiou a interação dos diversos usuários. “Fiquei muito interessado com a interação que os usuários externos têm com o sistema. A OAB, Defensoria Pública, Ministério Público, todos eles participaram e colocaram posicionamentos muito peculiares da utilização que eles têm do projeto. Isso significa integração de sistemas, integração sistêmica dos usuários do sistema judicial, todos utilizam a mesma ferramenta e o fazem de forma bem límpida e bem ágil”.

Para o coordenador do Comitê Gestor local, juiz João Thiago Guerra, a participação de todos no aperfeiçoamento do sistema é fundamental. “Um sistema que não tem melhoria para ser feita é morto, obsoleto. Todo sistema sempre pode evoluir. Uma plataforma da envergadura do PJe, que tem a missão de atender toda a Justiça brasileira e todos os ramos da Justiça, todos os tipos e classes de processos, sempre estará sujeito à evolução. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem dado a sua contribuição, tem customizado a ferramenta naquilo que é possível, segundo as regras de negócio do CNJ. O TJ tem desenvolvido novos acessórios para a nossa realidade e tem também se credenciado para colaborar com o desenvolvimento do próprio núcleo do sistema, junto ao CNJ. Nossa equipe é qualificada e engajada na viabilidade do projeto”.

POR Janã Pinheiro

premium

Ler Anterior

30/03/2016 – PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA Novo projeto de lei quer instituir eleições diretas para a direção da OAB

Leia em seguida

> IAB e CNBB vão atuar juntos pela pacificação política do País

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *