• 8 de março de 2021

Mahon critica cursos da ESA-MT projeto de poder e continuísmo

12/03/2015 – O advogado Eduardo Mahon, possível candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) pelo grupo de oposição, saiu em defesa do também oposicionista José Moreno, que havia criticado a diretoria que comanda a Ordem.

Na crítica, Moreno afirmou que a atual gestão inventava projetos e criava “ciclos de palestras mambembes”, durante as chamadas “caravanas”, como desculpa para poder percorrer o Estado em “É a subvenção política do oba-oba. Alunos precisando de horas-aula juntando com os mesmos professores de sempre. Vamos abrir, vamos compartilhar, vamos qualificar de verdade o advogado. Falando nisso, por onde anda o mestrado tão prometido na campanha do [Maurício] Aude?” campanha.

O discurso causou polêmica e foi rebatido pelo presidente da Escola Superior de Advocacia em Mato Grosso (ESA-MT), Bruno Castro, que classificou a crítica como um discurso “vazio, míope e requentado”.

Além de reafirmar a visão de José Moreno – que também é cotado em uma possível candidatura oposicionista -, Mahon acrescentou que as palestras e cursos oferecidos na Capital e no interior em período eleitoral não passam de “propaganda política”.

“A ESA é projeto de poder e de continuísmo. Se quisessem mesmo esclarecer os advogados com cursos, gravavam e transmitiam gratuitamente”, criticou.

Segundo Mahon, há anos o grupo de oposição tem sugerido que a OAB democratize o acesso ao conhecimento, com a gravação dos módulos das aulas e disponibilização online e gratuita dos vídeos para toda a classe.

“É a subvenção política do oba-oba. Alunos precisando de horas-aula juntando com os mesmos professores de sempre. Vamos abrir, vamos compartilhar, vamos qualificar de verdade o advogado. Falando nisso, por onde anda o mestrado tão prometido na campanha do [Maurício] Aude?”, cutucou Mahon, ao citar promessa de campanha do atual presidente da OAB-MT.

“Vergonha”

Além das “caravanas” da atual diretoria, Eduardo Mahon criticou a forma como a OAB-MT conduz o processo de eleição classista.

“Não há desincompatibilização do cargo, nem apontamentos sobre arrecadação e, ainda, essa boca de urna suja e nojenta na portaria da própria entidade, além de aluguel de carros para bloquear a entrada. Uma vergonha defender a continuidade dessa prática diante da sociedade que anda com nojo da mesmice politiqueira e quer mudança. Não sei como não morrem de vergonha”, ressaltou.

A eleição da OAB-MT está prevista para novembro deste ano. Até o momento, já manifestaram desejo de concorrer ao cargo os oposicionistas Pio da Silva, José Moreno e Eduardo Mahon, além do conselheiro federal Francisco Esgaib, que decidiu não apoiar a atual gestão da seccional.

Do grupo da situação, o mais cotado é o presidente da Caixa de Assistência (CAA-MT), Leonardo Pio da Silva Campos, o “Léo Capataz”.

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