• 18 de abril de 2021

Justiça de Cáceres intensifica combate às drogas

20/12/2014 – Três homens foram presos em flagrante e responderão por participação em um esquema de tráfico de drogas na região de Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá). No local, uma fazenda localizada próxima à comunidade do Caramujo (BR 174, Km 39), foram apreendidos 152 “tijolos” de substância análoga à pasta base de cocaína (enterrados no mato), sete armas (sendo três pistolas e quatro espingardas), e 1.402 munições de diversos calibres, além de um caminhão basculante com compartimento secreto na carroceria, com capacidade para acomodar aproximadamente 500kg de drogas.

As prisões fizeram parte de uma operação de combate às drogas que envolveu o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. O processo está sendo conduzido pelo juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da Terceira Vara Criminal de Cáceres.

Um dos acusados possui uma fazenda e usava identidade falsa. Os outros dois eram funcionários da fazenda. No local também foram encontrados outros materiais usados para o esquema do tráfico, como uma grande quantidade de cola plástica, verniz, tintas, lixadeiras, aparelhos de solda, película automotiva e fitas adesivas, materiais utilizados para a construção do referido compartimento secreto, além de dois rádios de comunicação e vários apetrechos utilizados comumente para o transporte de drogas. Também foram localizados vários buracos com sacos vazios, provavelmente utilizados para acondicionar drogas enterradas no local.

De acordo com alguns contratos de compra e venda juntados aos autos, o principal acusado nessa ação adquiriu, num período de apenas 13 meses, os imóveis que compõem a fazenda, numa soma equivalente a R$ 6.925.000,00. Além disso, foram adquiridos e localizados na fazenda tratores, patrolas, caminhão, veículos, mais de duas mil cabeças de gado etc. Outro funcionário da fazenda que está sendo investigado se encontra foragido.

As prisões ocorreram em 11 de novembro, mas o processo tramita em segredo de justiça em decorrência dos pedidos de diligências e informações, já que a suspeita é que o caso envolve uma organização criminosa.
Além do sequestro dos bens, o magistrado realizou o bloqueio eletrônico das contas bancárias dos investigados.

REDAÇÃO JA
FONTE CGJ-MT

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