Justiça Comunitária busca parceria com Estado

O coordenador do projeto Justiça Comunitária do Poder Judiciário de Mato Grosso, juiz José Antonio Bezerra Filho, fez uma visita de cortesia para apresentar ao secretário executivo de Segurança Pública do Estado (Sesp), Fábio Galindo Silvestre, as ações que irá desenvolver durante o biênio 2015/2016 e convidar a Sesp para ser parceira do projeto, que hoje está presente em cinco comarcas do Estado (Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Lucas do Rio Verde e Poconé), com 100 agentes trabalhando.

O magistrado explicou que uma das primeiras ações assim que assumiu o projeto foi fazer uma vistoria nos 11 postos instalados em Cuiabá para verificar como está a situação de cada unidade de atendimento. “Já percorri todos os postos da Justiça Comunitária que existem na Capital, sei das deficiências, mas sei também que podemos avançar. Com o propósito de afinar esta parceria vim fazer esta visita ao secretário para alinharmos novas ações, pois quem ganha com isso é a sociedade”.

Durante estes dois anos o coordenador do projeto explicou que a Justiça Comunitária irá trabalhar dentro de cinco eixos: família, drogas, violência doméstica, prostituição infantil e doenças sexualmente transmissíveis.

“Se nós fizermos um catálogo de ações semanais ou quinzenais, em cada bairro, e seguirmos este cronograma religiosamente acho que teremos um bom resultado. Para isso acontecer é importante esta união com as polícias, não apenas a Militar, mas a Civil, o Corpo de Bombeiros. Para dar resultado precisamos realizar um trabalho integrado. Queremos começar por Cuiabá, depois expandir a Várzea Grande e para todas as unidades judiciárias”.

O magistrado afirmou para o secretário que onde a Polícia estiver fazendo ações voltadas para a comunidade a Justiça Comunitária estará presente. “Nossos agentes estão sendo treinados, fazendo capacitação em mediação e conflito e, com certeza, o trabalho da Justiça Comunitária pode somar com o da Polícia. Podemos somar ainda com palestras, psicólogos, assistentes sociais, onde vocês estiverem, poderemos estar juntos”.

O secretário executivo da Segurança Pública, Fábio Galindo Silvestre, destacou que o que resolve a questão da segurança pública são as políticas sociais de base. “Nós sabemos que há uma demanda necessária e urgente pela repressão criminal, mas nós sabemos que a repressão criminal só resolve um pedaço da questão da Justiça criminal como um todo, porque o criminoso volta a reincidir muito rápido. O grande segredo da segurança pública é aliar repressão com prevenção e aí o Poder Judiciário vem com toda a sua força, com todo o seu prestígio, com este projeto que já está consolidado”.

Para ele, o Poder Judiciário será um grande parceiro neste sentido, principalmente porque a orientação do governo do Estado, no aspecto preventivo, não é criar nenhum programa novo, “mas sim, em um primeiro momento, fazer a articulação, somar com aqueles que já existem e tem muita coisa boa ai, como a Justiça Comunitária, o projeto Crack é Possível Vencer, Proerd, Bombeiros do Futuro, entre outros. Parceria é uma obrigação de todos aqueles que querem uma segurança pública de qualidade”.

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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