Júnior Mendonça delatou Riva ao MPF, diz denúncia

23/02/2015 – Na denúncia criminal feita à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE), contra o ex-deputado José Riva (PSD) e mais 15 pessoas, os promotores Samuel Frungilo, Marco Aurélio de Castro e Arnaldo Justino da Silva afirmam que o empresário Júnior Mendonça foi peça fundamental para incluir Riva no inquérito que culminou em sua prisão, na tarde deste sábado (21), em Cuiabá.

Mendonça é epicentro de um esquema de desvio de dinheiro público do Governo do Estado, durante a gestão de Silval Barbosa (PMDB), investigado pela Operação Ararath, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF).

“Os pagamentos eram feitos no interior da Secretaria Geral da AL/MT ou na empresa Globo Fomentos. O dinheiro era sempre colocado dentro de um envelope” Segundo o MPE, Riva não figurava como investigado nos autos, “até o momento em que foi encartado aos autos o conteúdo de declarações prestadas em outra investigação levada a efeito pelo MPF, na qual foi possível estabelecer o “link” entre aquele e os demais integrantes do bando”.

Durante depoimento relacionado à Ararath, Júnior Mendonça relatou que Riva tomava dinheiro emprestado por ele, em altas quantias, por meio de factoring de “fachada”. E que os pagamentos eram feitos por um então servidor da Assembleia, Edemar Adams (já falecido), geralmente em espécie.

Envelope

Em seu depoimento, Júnior disse que Adams era responsável por pagar todas as contas de Riva.

“Os pagamentos realizados por Edemar eram feitos no interior da Secretaria Geral da AL/MT ou na empresa Globo Fomentos. O dinheiro era sempre colocado dentro de um envelope”, disse o empresário.

“Após o falecimento de Edemar Adams, em outubro do ano de 2010, fui diminuindo a realização de empréstimos, já que encontrei dificuldades para quitação dos mesmos. Com o falecimento de Edemar, o próprio Riva assumiu a gestão dos pagamentos dos empréstimos”, disse Mendonça.

“O que se extrai do depoimento é que José Riva contraía empréstimos de altos valores junto a empresas de factoring e, para honrar com seus compromissos, forjava a execução de contratos fruto de processos licitatórios com o fim de impingir ares de regularidade à retirada de dinheiro dos cofres públicos”, disse o MPE.POR SITE MIDIANEWS

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