Juíza da 1ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá lança projetos

A juíza da 1ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, lançou os projetos ‘Escola de Pais’ e ‘Amigos da Infância’ nesta terça-feira (26 de maio), no auditório do Tribunal de Justiça. A atividade compôs a programação da Semana da Adoção promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja).

O projeto ‘Escola de Pais – Equilíbrio entre o amor e o limite’ – visa contribuir para melhorar a qualidade das relações parentais prevenindo assim problemas de relacionamento, psicológicos, emocionais e comportamentais. Destinado a pais de crianças de 1 a 12 anos, o projeto contempla aulas práticas e orientações teóricas, dinâmicas de grupo, relatos de experiências e indicação de filmes e leituras. As atividades são realizadas em oito encontros semanais, com duas horas de duração cada.

“Já formamos uma psicóloga e uma assistente social para desenvolver esse trabalho. A primeira turma do projeto vai beneficiar pais de crianças e adolescentes que são atendidos pelo Juizado da Infância e Juventude de Cuiabá, e as demais serão abertas para a população em geral. Paralelamente, queremos fazer um protocolo de intenções com as secretarias de Estado e Municipal de Educação para que tenhamos multiplicadores dessa metodologia. Assim, atuamos preventivamente”, explica a magistrada.

Para a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip, esse é o melhor projeto da CGJ. “Temos curso e bula para tudo, menos para criar nossos filhos. Precisamos nos preparar para sermos pais. Imaginem quando nós temos filhos em situações de conflito com a lei, temos muito a aprender”, defende.

Já o projeto ‘Amigos da Infância’ estabelece um intercâmbio entre o voluntariado e os beneficiários, que são crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, jurisdicionados da Justiça da Infância e Juventude na capital. “Esse projeto já existe no Distrito Federal e nós fomos buscar autorização com o juiz de lá para podermos replicá-lo”, conta Gleide.

A juíza explica que há várias crianças no juizado com necessidade de prestadores de serviços como nutricionista, fonoaudiólogo, dentista e fisioterapeuta. Assim como há quem precise de um bem como uma cadeira de rodas, uma prótese, um medicamento ou um leite especial. “Pretendemos fazer o cadastro dessas crianças e suas respectivas necessidades, e o cadastro de voluntários doadores e profissionais prestadores de serviços. A partir daí faremos um encontro de interesses entre aqueles que desejam doar e aqueles que precisam”, conta Gleide.

De acordo com o juiz auxiliar da CGJ Luiz Octávio Saboia, a intenção é expandir esses projetos para todas as comarcas do Estado.

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