• 2 de março de 2021

Insegurança Pública

Mato Grosso passa por uma complexa situação referente à Segurança Pública. Um problema especificamente de ordem política e social. A crescente banalização do crime, freqüentemente noticiada nos meios de comunicação, demonstra a insegurança que vive toda a sociedade mato-grossense. Porém essa insegurança é apenas um reflexo, um dos pontos onde estão eclodindo as conseqüências de um injusto sistema social de classes.

Tenho uma preocupação especial, tendo em vista a confirmação, de que crianças e adolescentes estão a mercê do crime organizado. Essa parcela da população não está imune a esse problema, pelo contrário, sofre com tanta ou mais intensidade as conseqüências dele.

Infelizmente nossos adolescentes são transformados em pessoas de alta periculosidade, tanto como para a família, como para a sociedade. Praticam delitos que retratam seu grau de deturpação psicofísica e sociológica. Podemos observar também a ineficiência do processo de ressocialização adotados nos estabelecimentos de internação de adolescentes. Posso concluir com o entendimento da urgente necessidade de implementação de políticas públicas, fundamentadas na teoria em face da realidade e executadas de forma honesta e técnica, que solucionem o problema.

Outro fator preocupante na Segurança Pública, é o nosso sistema prisional, está abandonado há muito tempo. O quadro vem se agravando por diversos fatores, posso citar alguns deles: presídios superlotados; crime dentro das unidades de detenção; entrada de drogas; utilização de selas de distritos policiais e de cadeias públicas como cárcere; o surgimento de uma legislação paliativa, criada para dar certa justificativa aos reclames da imprensa e da sociedade.

A situação atual do sistema prisional não é novidade, é apenas a conseqüência natural de décadas de descaso no sistema; vale ressaltar que muitas atrocidades cometidas por criminosos foram previstas, as autoridades foram alertadas sobre os riscos. As instituições criminosas se organizam, utilizam informação, tecnologia, aparelhagem e armamentos modernos. Acredito que um dos meios mais adequados de combate, especialmente às que sobrevivem no interior das unidades de detenção, seria à comunicação. A instalação de equipamentos de bloqueios do sinal de celulares já traria dificuldade à comunicação entre criminosos, somando ao cuidado na entrada e saída de pessoas e objetos dos presídios será um excelente Avanço. Avanço este que se completaria com a aplicação da Lei de Execução Penal (Lei n° 7.210, de 11 de julho de 1984), vigente, porém “morta” na legislação brasileira.

Estamos vivendo momentos de pavor em nosso Estado, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande, onde a Segurança Pública pode-se chamar de “Insegurança Pública”. A população várzea-grandense está em pânico, um homem com ânimos criminosos, e em especial na modalidade “Estupro”, assombra a todos. Tendo como alvo jovens adolescentes. As vitimas são sequestradas e privadas de suas liberdades em meio a matagais e, submetidas à satisfação da lascívia desse Estuprador. E, quando pensávamos que deveríamos preocupar-nos tão somente com roubos, furtos e outras modalidades de delitos mais contundentes que se avolumam contra nós Cidadãos, vemo-nos hoje, pais, mães buscando mudar a rotina de seus filhos (as), devido à vigorosa agressividade desse criminoso, denominado “maníaco de Manaus”, que sacia seus desejos bestiais, rendendo, subjugando, seviciando, torturando, estuprando e matando nossas jovens crianças e adolescentes. Assim, nos vemos retornando a séculos passados, onde, o Estado sem aparatos apropriados para promover a proteção social, vê-se “de joelhos” para marginais de toda ordem e, que fazem com que nós, enquanto sociedade experimentemos o cruel gosto do descaso e abandono do Poder Público. Apesar da indigesta situação, ainda somos submetidos devido à crueza de maus governantes. Políticos sem almas que trouxeram o Estado à situação de pleno caos em relação a todos os serviços públicos, ora oferecidos à sociedade. Percebemos com as ações criminosas desse estuprador, em particular, o quanto o Estado encontra-se “afastado da sociedade”, pois, como não ouve a sociedade, também não tem mecanismos eficazes para socorrer a população; não temos estratégias que salvaguardem as ações necessárias para o sistema protetivo social, enfim, o Estado, aquele que teria ou deveria ter os fundamentos apropriados para que nós enquanto sociedade pudéssemos dizer que somos e estamos guardados pela Segurança Pública do Estado de Mato Grosso.

Tenho Dito!

Pery Taborelli é Coronel da Reserva da Polícia Militar, natural de Cuiabá, e atualmente ocupa o cargo de Deputado Estadual.

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