Ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró é preso pela Polícia Federal

14/01/2015 – A Polícia Federal prendeu, na madrugada desta quarta-feira (14/2), o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró (foto), acusado de envolvimento nos crimes investigados na operação “lava jato”. Ele foi preso no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, quando retornava de uma viagem à Londres.

Ao portal G1, o advogado de defesa Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, disse que a prisão foi arbitrária pois o executivo está desde abril à disposição da Justiça e da Polícia para prestar esclarecimentos. “Entrei com petições informando isso e em momento algum ele foi procurado. Além disso, antes de embarcar, informei que ele estava indo para Londres e forneci o endereço onde ele ficaria”, disse.

Em nota, o Ministério Público Federal informou que foi cumprido mandado de prisão preventiva contra o executivo, uma vez que havia indícios de que ele “continua a praticar crimes e a a transferir bens a seus familiares”.

Durante a madrugada foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Cerveró e de parentes. Informações obtidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicavam, entre outras coisas, que o executivo tentou transferir para sua filha R$ 500 mil, em uma operação em que perderia soma considerável de dinheiro, além de imóveis adquiridos com recursos de origem duvidosa e por valores abaixo dos praticados no mercado.

Na avaliação do MPF, a custódia cautelar foi necessária para “resguardar a ordem pública e econômica e para evitar a continuidade dos crimes que vinham sendo praticados pelo ex-dirigente.

Cerveró passou toda a madrugada em uma sala especial determinada pela PF nas dependências do terminal aeroportuário, de onde seguiu em avião de carreira para Curitiba, onde estão presos outros acusados de participar da operação “lava jato”.

Denúncia do MPF
Nestor Cerveró foi denunciado em dezembro, por lavagem de dinheiro e corrupção ativa, quando passou a réu no processo da operação “lava jato”, juntamente com o doleiro Alberto Youssef, com Fernando Antonio Falcão Soares, que seria o operador do PMDB no esquema, além de empresários de várias empreiteiras que tinham contratos com a Petrobras.

Segundo a acusação, Cerveró recebeu propina para viabilizar a compra de um navio sonda para perfurar águas profundas, em 2006. A denúncia afirma que ele cobrou US$ 15 milhões do empresário Julio Camargo, do grupo Toyo Setal, para concluir a “negociação em bom êxito junto à Diretoria Internacional”. O intermediário da negociação seria Fernando Soares, conhecido como Baiano. Os dois também viraram réus, assim como o doleiro Alberto Youssef, que responderá por suposto crime de lavagem de dinheiro.

Segundo o juiz federal Sergio Moro, responsável por julgar todos os casos ligados à operação “lava jato” na 13ª Vara Federal de Curitiba, as informações incluídas na denúncia são suficientes para abrir um processo. “Embora o quadro probatório não esteja completo, o fato é que, nessa fase processual, (…) tais elementos documentais, aliados aos depoimentos dos criminosos colaboradores e à aludida falta de esclarecimentos pelo acusado Fernando, conferem justa causa à denúncia.” Com informações da Agência Brasil.

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