• 28 de novembro de 2021

Especialista alerta quanto ao uso do Pix na Black Friday e aponta os cuidados que devem ser tomados

Com a proximidade da Black Friday criminosos podem utilizar o sistema de pagamentos instantâneos para realizar golpes. Número de usuários do Pix cerca os 101 milhões.

Com a Black Friday e o Natal se aproximando, o alerta de golpes e fraudes é ainda maior, principalmente este ano onde, mesmo com a vacinação sendo realizada de forma gradual, grande parte da população ainda realizará as compras de forma digital. Uma pesquisa recente da Conversion mostrou que 72% das pessoas pretendem comprar online na data esse ano, porém, 80,63% estão com medo de fraudes devido ao aumento de golpes nos últimos meses. Para Marco Zanini, CEO da Dinamo Networks, especialista em segurança digital, os cuidados devem ser redobrados também por causa do aumento do uso do Pix, que cresceu 639% em quantidade de usuários desde novembro de 2020, saltando de 13,7 milhões para 101,3 milhões de pessoas físicas, de acordo com o Banco Central.

No fim deste ano de 2021, golpes relacionados à propagandas enganosas, que utilizam sites falsos para roubar informações pessoais e de cartão de crédito, continuarão colocando os consumidores em risco, mas as fraudes devem ganhar ainda uma nova roupagem com o sucesso do Pix. “Os criminosos podem se aproveitar da facilidade e rapidez das transferências realizadas pelo mecanismo de pagamento para aplicar e otimizar seus golpes”, explica Zanini. “Outro ponto que devemos tomar cuidado é a integração do Open Banking com o Pix, que agora permite que os pagamentos sejam feitos diretamente pelos aplicativos”, comenta, ressaltando a importância de ter um cuidado redobrado nas compras realizadas com o Pix nesta Black Friday.

Confira algumas dicas:

Não utilize o Pix em compras feitas em redes sociais ou mensagens com links

A Black Friday é o momento em que criminosos focam em enganar, não em hackear, ou seja, o objetivo do fraudador é fazer com que as pessoas comprem em links e perfis de redes sociais falsos. Com o Pix, as fraudes devem seguir a mesma linha, ou seja, o foco será induzir pessoas a realizarem as transferências. Um dos golpes mais comuns neste caso é criar anúncios nas redes sociais ou enviar e-mails e mensagens falsas em nome de empresas reais. Ao clicar no link contido no texto, o usuário é direcionado para um site clonado com nome e visual da empresa, criado para receber o pagamento da vítima.

Confirme se os sites são legítimos

Os grandes e-commerces já estão disponibilizando pagamento com Pix, e são os maiores alvos de clonagem de sites. Para garantir que não está comprando em um site falso, verifique se o endereço está correto, se as informações do certificado de segurança condizem com as informações da loja e se o número do CNPJ está no rodapé do site. Também há a criação de websites novos como se fossem lojas on-line verídicas, mas com o objetivo apenas de aplicar golpes, seja roubando informações pessoais e financeiras, como também recebendo valores e não enviando os produtos supostamente adquiridos.

Cuidado com os aplicativos suspeitos

Como já mencionado, com a integração do Open Banking ao Pix, num momento em que aplicativos estão aceitando esse modo de pagamento direto, é possível que as pessoas caiam em golpes de aplicativos fraudulentos. Neste caso, os golpistas roubam dados pessoais, senhas e dados financeiros através do aplicativo, além de incentivar o pagamento por Pix de forma externa. Para se prevenir, instale apenas aplicativos de lojas oficiais.

Verifique a origem dos recebimentos

Após inserir a chave Pix, verifique os dados da conta para a qual está transferindo antes de confirmar a transação. Fraudadores geralmente estão cadastrados com nomes pessoais ou termos que não condizem com o nome da loja. Por isso, desconfie se os dados forem suspeitos e não efetue a transação, principalmente quando as promoções forem muito altas.

Se possível, opte por formas mais seguras de pagamento

O Banco Central liberou o novo Mecanismo Especial de Devolução este mês, que agilizará o ressarcimento ao usuário vítima de fraude ou de falha operacional das instituições financeiras. Entretanto, o mecanismo ainda é muito recente, e não deve ser visto como uma garantia de retorno rápido no caso de golpes. Logo, mesmo que o Pix seja conhecido por ser uma maneira mais prática e rápida de realizar uma transferência, o método mais seguro de realizar pagamentos continua sendo o cartão de crédito. Se o usuário tiver algum problema com a compra, ele pode contatar a empresa responsável pelo pagamento, que possui recursos para minimizar o problema.

( Com informações da Assessoria de Imprensa/ Foto: Reprodução )

Rocha

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