• 27 de fevereiro de 2021

Diretoria da Energisa explica reajuste na conta de energia em Mato Grosso

Os membros da Comissão da Defesa Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa se reuniram para debater o aumento de energia elétrica no primeiro semestre deste ano e, ainda, as alterações das bandeiras tarifárias. Para explicar o assunto foram convidados representantes da empresa Energisa, que apresentaram balanço sobre as cobranças de impostos efetuadas pelo grupo. Também esteve presente na reunião a equipe técnica do PROCON-MT.

“O objetivo da Comissão é trazer as pessoas responsáveis para explicar a fórmula utilizada no aumento da conta de energia elétrica que impacta no bolso do consumidor” disse o presidente da Comissão, deputado Pery Taborelli (PV).

Vale ressaltar que o custo da energia elétrica acumula inflação de 60,42%, do período de 12 meses, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em março deste ano a energia elétrica em Mato Grosso ficou, em média, 26,08% mais cara para os consumidores, respondendo por mais da metade da inflação oficial no mês.

“Esse aumento está baseado na queda de 10% da geração vinda da matriz hídrica e nosso objetivo é trazer esclarecimento para a população sobre os reajustes. Esse impacto no bolso do consumidor foi sentido também com a inclusão a bandeira tarifária que, neste mês, ficou vermelha”, disse a diretor-técnico da Energisa Alessandro Brum.

Brum explica que a bandeira tarifária é um custo extra que o consumidor precisa pagar quando as usinas termelétricas são acionadas para produzir energia. “A energia produzida por essas usinas é mais cara do que a produzida pelas usinas hidrelétricas. Como as térmicas estão sendo usadas com frequência, a bandeira tarifária está vermelha, a mais cara”, revelou ele.

Na avaliação da superintendente do Procon, Gizela Simona de Souza, a alta da energia elétrica tem não só impacto direto no bolso do consumidor, que paga sua conta de luz, mas também tem efeito indireto no preço de outros produtos, pois aumenta o custo dos produtores e fornecedores de serviços aos consumidores.

Segundo dados do Procon, um dos motivos que justifica esse aumento foi o remapeamento feito pela empresa que mudou a etapa do faturamento. Ou seja, antes as faturas registravam o consumo de 27 a 33 dias. Com a mudança da data de faturamento, algumas contas chegaram com 47 dias de consumo, o que aumentou o valor final consideravelmente.

“O índice de reajustes nas contas de energia elétrica tem assustado os consumidores e um dos motivos são as mudanças de etapas sobre as leituras realizadas pela empresa, que, ao invés de cobrar por trinta dias, as taxas são efetuadas por quarenta dias e no mês seguinte não é feito o desconto dos dez dias”, questionou ela. “São situações que ocorrem sem respostas da empresa e impactam no bolso do consumidor no final do mês”, afirmou Gizela Simona.

Na ocasião, o deputado Eduardo Botelho (PSB) não poupou críticas a empresa que controla os trabalhos da energia elétrica em Mato Grosso. Botelho também citou a Rede/Cemat que deixou uma dívida acima de dois bilhões de reais.

“O grupo Rede afundou o Estado com dívidas exorbitantes, e recentemente, a Energisa fechou algumas agências de atendimento, como por exemplo, a do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Por isso, é de suma importância as explicações da diretoria da empresa”, argumentou Botelho. Fonte: Secom – ALMT

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