Deputados do PSDB esvaziaram plenário da AL para não votar decreto que parcela em até 11 vezes as dívidas do Estado

12/09/2018 – Durante a primeira sessão extraordinária dessa quarta-feira (12), após não ter relatório aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o deputado Max Russi (PSB) – que tenta não aprovar a medida contra Taques – pediu verificação de quórum para saber quantos parlamentares estavam presentes na votação.O projeto já foi aprovado em primeira votação, na terça-feira (11).

Os deputados estaduais Zeca Viana (PDT) e Dilmar Dal’Bosco (DEM) criticaram o esvaziamento da base governista como manobra para impedir a votação do projeto de decreto legislativo que visa derrubar o decreto do governador Pedro Taques (PSDB), que parcela em até 11 vezes as dívidas do Estado inscritas como restos a pagar.

Para que a votação ocorresse, era necessário quórum mínimo de 13 deputados. Ao todo, tinham 16 inscritos, mas apenas 13 em plenário. Entretanto, Max Russi e o deputado Guilherme Maluf (PSDB) deixaram a sessão de modo a não contabilizar número suficiente para votação. Tanto o líder quanto o vice-líder do governo, Leonardo Albuquerque (SD) e Wilson Santos (PSDB), respectivamente, sequer compareceram à sessão.

Segundo o site Midianews, Já durante a segunda sessão extraordinária, também na noite de ontem, uma nova manobra da base governista resultou em novo esvaziamento do plenário, o que impediu a segunda votação. Agora, o projeto deverá ser apreciado somente a partir de 9 de outubro, uma vez que não mais serão realizadas sessões até as eleições.

Diante dessa situação, o deputado Zeca Viana afirmou acreditar que Taques terá, a partir de agora, dificuldade para votar qualquer medida.

“Nós vamos trabalhar logo após as eleições para derrubar esse decreto. O que vai acontecer é que o Governo vai ter muita dificuldade de aprovar qualquer matéria daqui até o final do ano”, disse.

“Estávamos fazendo um esforço para limpar a pauta, mas, infelizmente, o Governo trabalha contra o trabalho dos deputados. Então, pelo que senti no ambiente, daqui até o final do ano esse governo vai ter muita dificuldade de aprovar qualquer mensagem que vier da Casa Civil”, concluiu.

 

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