Deputado Zeca Viana questiona destino de R$ 3 milhões pagos pelo governo à construtora

25/02/2015 – O deputado Zeca Viana (PDT-MT) questionou na sessão noturna da terça-feira (24/2) o destino correto do pagamento de cerca de R$ 3 milhões feito pelo governo Pedro Taques (PDT), recentemente, à Construtora Tripolo, pertencente à família do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Ondanir Bortolini, o Nininho (PR).

O novo líder do governo, deputado Wilson Santos (PSDB), informou antes das críticas de Zeca Viana e aos parlamentares, que o valor era referente a “tapa-buracos” e ação emergencial. O pedetista afirma que se trata de obra já realizada “e suspeita”.

O deputado do PDT reforçou que seu questionamento se deve ao “trabalho de transparência e honestidade” sempre defendido pelo governo e por ele. “Se fosse pagamento emergencial de tapa-buraco, o deputado Nininho fez compromisso de recuperar a MT-130, ele me disse há pouco. Ele disse que foram caminhões para lá hoje”, afirmou Zeca Viana.

Wilson sugeriu que ambos falem e vejam detalhadamente o contrato e pagamento nesta quarta-feira (25/2) com o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte Monteiro. Na noite de quarta-feira, o secretário confirmou ao líder do governo que o valor refere-se a gastos passados.

“Pelo que me parece aí nobre líder, esse pagamento não é de tapa-buraco, não senhor. É pagamento de obra já concluída, ou que já foram feitas”, discordou Zeca Viana. “Pagamento, que se não me engano, foi de lama asfáltica feita em perímetro urbano de cidades. E inclusive suspeita, pelo trabalho e forma que foi feita”.

O deputado do PDT afirma que a “situação é complicada” e que não é possível “admitir qualquer tipo de irregularidade ou de ações duvidosas do governo”.

“O governador Pedro Taques pede sempre que seja consultado diariamente o Fiplan como forma de transparência”, informou Wilson Santos.

O tucano afirmou que o governo só tem pago fundo previdenciário, energia, água e “pagamentos de contratos que foram auditados”.

O líder do governo reforçou ainda que o governador Taques encontrou um Estado deficitário, obrigado a extinguir cerca de 1.100 cargos comissionados, como informou na quarta-feira à Imprensa o secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

“Queremos fazer um governo transparente, queremos que os senhores cobrem, apertem o governo para que possamos utilizar melhor o dinheiro do contribuinte”, recomendou Wilson Santos.

O líder do governo observou ainda que no exercício de sua função, vai “prestar informações, fazer acompanhamento de colegas deputados”. “Não vamos esconder absolutamente nada. Negligenciar qualquer informação. Este é um governo transparente, transformação de Mato Grosso. POR Jonas da Silva – Assessoria

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