Curso forma mediadores voluntários em Juína

01/09/2016 – A mediação e a conciliação são tema do curso realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para estudantes, advogados e sociedade em geral de Juína (735 quilômetros a noroeste de Cuiabá). O evento é realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Juína até a próxima sexta-feira (2 de setembro). Ao todo, são 32 pessoas aprendendo um pouco mais sobre como resolver problemas sem litígio e utilizando o acordo como solução.

 

Naiane Maria Duarte da Rocha, 27 anos, é uma das participantes. Ela se inscreveu porque trabalha em uma cooperativa de crédito e entende ser importante conhecer ferramentas de mediação para conversar com os clientes. “É imprescindível no meio em que trabalho fazer uma negociação amistosa e boa para as duas partes, mas para isso é preciso conhecer as ferramentas a serem utilizadas. Este é um curso caro que podemos fazer gratuitamente pelo Poder Judiciário. Eu recomendo para todos que conheço porque realmente acredito que todo mundo deveria fazer”, explica.

 

O estudante de psicologia Antônio de Oliveira (51) também está fazendo o curso. Ele afirma que pretende usar as técnicas aprendidas na vida pessoal e profissional. “A psicologia trabalha o comportamento das pessoas e este curso também nos mostra um pouco disso, a empatia, que significa se colocar no lugar do outro. Pretendo utilizar muitas dessas ferramentas em todas as áreas de minha vida”, ressalta.

 

O curso é ministrado pelos mediadores e multiplicadores do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Ubiracy Nogueira Felix, Celso Ferreira Vitoriano e Romeu Ribeiro Primo. Eles afirmam que a mediação e a conciliação são o caminho para a melhor resolução dos conflitos da sociedade.

 

“Antes, a mediação e a conciliação eram consideradas métodos alternativos de resolução de conflitos. Hoje eles são métodos adequados, apesar de não serem obrigatórios. É mais uma porta que se abre para a sociedade, buscando o melhor para todas as partes. Ao invés de o juiz decidir qual parte do processo está certa, os integrantes podem se entender em um acordo que eles cumprirão, pois será bom para todos”, afirma Ubiracy Felix.

 

Na Comarca de Juína, o juiz Vagner Dupim Dias é responsável pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). Defensor dos métodos para a melhoria da eficiência do Judiciário, o magistrado afirma que tanto a mediação quanto a conciliação são caminhos sem volta e irão minimizar a quantidade de demandas que hoje existem.

 

“Mesmo que aumentássemos a quantidade de magistrados e servidores no Poder Judiciário brasileiro, de nada serviria se a cultural de litigiosidade continuasse arraigada. É necessário que haja a mediação humana das causas necessárias para que os juízes se preocupem apenas com aquelas causas que não podem ser resolvidas por meio desta ferramenta”, destaca o magistrado.

 

Dupim afirma ainda a utilização da mediação e da conciliação é boa para todos os envolvidos nas causas processuais ou pré-processuais. “Todos ganham com a utilização destas ferramentas: o juiz, porque poderá se concentrar em demandas mais difíceis ou naquelas que não podem ser conciliadas, o jurisdicionado e o advogado, porque ficam satisfeitos com a conquista de um acordo vantajoso, e o Judiciário, que trabalha mais eficientemente”, conclui.

 

Todos os participantes do curso serão cadastrados para atuar como mediadores voluntários no Cejusc da comarca.

 

 

Por; Keila Maressa/ Fotos: Tony Ribeiro 

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