Controle de nematoides conta com o auxílio de cultivares resistentes e tolerantes

Os fitonematoides constituem-se num dos principais problemas para as grandes culturas como soja, milho, algodão entre outras. Podem ocorrer perdas, em razão do parasitismo desses vermes de 5% até inviabilização da área. Entretanto, a severidade do dano depende da espécie de nematoide envolvida, do nível de infestação, das condições climáticas, do tipo de solo e das práticas culturais adotadas. Além disso, a situação agrava‑se pela interação com outros organismos patogênicos, em especial fungos do solo, como Phytophthora, Fusarium e Rhizoctonia.
No Brasil os maiores danos são causados por Meloidogyne javanica, M. incognita, Heterodera glycines, Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis. Os nematoides de galhas, principalmente Meloidogyne javanica causam redução substancial à produção de soja, por exemplo, e M. incógnita ocorre mais no algodão, porém, em áreas anteriormente cultivadas com algodão ou café, M. incógnita também pode causar severas perdas nesta cultura.
Segundo informações da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), o nematoide de cisto da soja (NCS), Heterodera glycines, é o principal problema da soja nos diversos países onde a mesma é cultivada. Atualmente, a presença do patógeno já foi constatada em 109 municípios de 10 Estados (Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Tocantins). As áreas cultivadas com soja no Brasil estão sendo infestadas, principalmente, por meio da intensa movimentação de máquinas, implementos agrícolas e veículos, que carregam solo contaminado aderido.
Em Mato Grosso já são encontradas todas as raças do nematoide de cisto da soja, tendo uma ampla ocorrência de raça 4 principalmente na região sul do estado. O nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) está amplamente disseminado no Brasil. As perdas causadas por este nematoide têm aumentado nas últimas safras, especialmente no Brasil Central devido ao tipo de solo que favorece este verme. Segundo DIAS et al. (2007), de certo modo isso já era esperado, pois o nematoide foi muito beneficiado por mudanças no sistema de produção, como a adoção do plantio direto e a incorporação de áreas com pastagens degrada e/ou com textura arenosa (menos de 15% de argila). Além da soja, P.brachyurus pode parasitar a aveia, o milho, o milheto, o girassol, a cana-de-açucar, o algodão, o amendoim, dentre outras, alguns adubos verdes e a maioria das ervas daninhas.
O nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis) pertence, junto com os nematoides de galhas (M. incógnita), ao grupo dos principais nematoides causadores de danos à cultura do algodão, milho e soja. Considerando que, o avanço do algodoeiro para a região Central do Brasil, normalmente sendo cultivado, em rotação/sucessão, as mesmas áreas cultivadas com soja, tornou-se de suma importância conhecer a reação das cultivares de soja, milho e algodão indicadas nesta região ao referido nematoide.
São disseminados principalmente pelo homem; por sementes e mudas (forrageiras, arroz, trigo, alho, batata, etc.); Enxurrada (chuva); Trânsito veículos, máquinas, equipamentos e pessoas (transporte solo aderido pneus e/ou sapatos) e revolvimento solo (vento).
Segundo a gerente técnica do Laboratório de Nematologia da Aprosmat, Tânia Silveira, para reduzir populações altas de nematoides é importante conhecer a população e espécie de nematoide presente. “Agregar várias técnicas de manejo como: Rotação de culturas; pousio (de 4 a 6 meses); Aumento de matéria orgânica; Plantas antagonistas, ou má hospedeiras; cultivares resistentes; Eliminação de plantas infestantes na safra e na entressafra; Controle químico e controle biológico. Para resultados eficientes e boa produtividade é de suma importância a utilização de um programa de manejo integrado”, explicou Silveira.
No mercado existe várias cultivares de soja resistentes e tolerantes aos nematóides. De acordo com o diretor comercial da empresa G4 Sementes, Ademar de Oliveira Júnior. “O grupo G4 Sementes tem para oferecer aos produtores rurais um amplo portfólio de cultivares de soja e algodão das principais empresas obtentoras do mercado. Trabalhamos com os obtentores TMG e Monsoy para a soja e TMG para o algodão. Nosso portfólio de cultivares de soja é composto de cerca de 35 cultivares com ciclos de 95 à 140 dias, sendo que 65% das variedades possui algum tipo de resistência aos nematóides (Cisto, galha e Pratylenchus).
Além da resistência genética temos para oferecer um tratamento de sementes industrial específico para nematóides (Avicta Completo) em parceria com a Seedcare/Syngenta, compondo assim uma múltipla proteção contra os nematóides que atacam a cultura da soja. Consulte sempre um especialista em sementes do grupo G4 e garanta assim a qualidade em sua lavoura”.


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