• 4 de março de 2021

Comissão de Políticas Sobre Drogas realiza audiência pública dia 26 na OABMT

A Comissão de Políticas Sobre Drogas da OABMT convida advogados, advogadas, estagiários, acadêmicos, profissionais do Direito, de áreas como saúde, psicologia, educação e outras; e toda a sociedade a participarem da audiência pública no próximo dia 26 de junho (sexta-feira), a partir das 14h, na sede da Ordem. O tema será “A OABMT e as políticas sobre drogas – reflexos do abuso de álcool em festas”.

 

O presidente da Comissão, Nestor Fidelis, alerta para a “glamourização” do uso abusivo da droga lícita. “Tudo é open bar. Festas com fins lucrativos ou comemorativas (formaturas) tornam-se motivos para o exagero danoso. Estatisticamente, o álcool é a droga que mais provoca mortes e a indesejada desestruturação familiar, ou seja, da sociedade. Vivemos falando dos malefícios das drogas, mas estamos dispostos a pagar o preço para a mudança de paradigma?”, questiona.

 

A Comissão de Políticas Sobre Drogas foi criada em março deste ano com aprovação do Conselho Seccional com o objetivo de fazer estudos nas áreas dos direitos humanos, do acolhimento e tratamento, da reinserção social, da repressão às drogas, da defesa dos advogados criminalistas, além de fiscalizar a aplicação das leis relativas à destinação de recursos para o combate ao tráfico de entorpecentes e a recuperação de dependentes químicos no Estado. A proposição foi do conselheiro Pedro Verão.

 

Nestor Fidelis ressalta que a audiência pública levantará importantes debates e poderá propor ações a serem acompanhadas e cobradas pela OABMT. Para o advogado o tema é instigante e é necessário se questionar também a forma como o álcool é “vendido” por meio dos comerciais.

 

Como exemplo, destaca a queda no consumo de cigarros afirmando que “caiu em 30% o número de consumidores de tabaco na última década e mais 9% nos últimos dois anos, resultado do fim da publicidade ostensiva. Quantos momentos que deveriam ser felizes se transformaram em tragédias? E a dor dos pais que perderam seus filhos, quem pode aquilatar? E as violências morais e físicas (sexuais) contra crianças e mulheres motivadas pelo álcool? A OAB/MT propõe um diálogo franco, sem hipocrisia (muitos de nós gostamos de bebidas alcoólicas), mas responsável. Toda a sociedade organizada está convidada para encarar a realidade, refletir e propor ações planejadas e necessárias”. Por OAB/MT

 

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