Aumenta número de padrinhos afetivos em 2015

A Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) está comemorando a conquista de 22 novos padrinhos afetivos de crianças e adolescentes acolhidos em instituições, somente no início de 2015. Esse incremento é resultado da divulgação do Projeto Padrinhos em outdoors de Cuiabá, realizada em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

De acordo com a secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgetti, a campanha de divulgação superou as expectativas. “Houve muita procura para a participação do padrinho afetivo. Inclusive, estamos com poucas crianças e adolescentes para o apadrinhamento”, revela.

Elaine explica que o padrinho afetivo é aquele que dedica parte do tempo para a criança ou o adolescente, faz visitas regularmente, compartilha momentos especiais nos fins de semana, feriados ou férias escolares. “O padrinho afetivo oferece uma convivência familiar saudável que gera experiência gratificante para o apadrinhado”, defende.

Contudo, a secretária-geral da Ceja salienta a necessidade de mais padrinhos provedores, aqueles que dão suporte financeiro às crianças e adolescentes por meio de doação de material escolar, calçados, pertences de uso pessoal ou com patrocínio de cursos profissionalizantes, artísticos, educacionais e esportivos. “Hoje, estamos realmente precisando de padrinhos provedores, principalmente para os adolescentes mais velhos, que necessitam fazer cursos profissionalizantes”, destaca Elaine.

Além das modalidades de apadrinhamento citadas, há o padrinho prestador de serviços. Normalmente é um profissional liberal que se cadastra para atender às crianças e aos adolescentes participantes do Projeto Padrinhos, conforme sua especialidade de trabalho (dentista, médico, professor, etc.).

Saiba mais – Em 2008, a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ) implantou o Projeto Padrinhos como um programa de solidariedade e apoio às crianças e adolescentes acolhidos em instituições públicas. O objetivo é promover a participação de pessoas da sociedade civil, que não têm interesse na adoção ou guarda, mas que desejam “apadrinhar” essas crianças e adolescentes.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos de idade pode ser um padrinho pelo projeto, independente da classe social, profissão, credo, raça ou sexo. Empresas, instituições, escolas, clubes de serviços, entidades de classe e associações também podem apadrinhar menores acolhidos.

São apadrinhadas as crianças e os adolescentes com mais de sete anos de idade, que perderam o vínculo com a família biológica ou se encontram em situação de difícil inserção em família substituta.

O projeto está em andamento na capital e em outras 15 comarcas do Estado: Nova Mutum, Brasnorte, São José dos Quatro Marcos, Chapada dos Guimarães, Alto Garças, Guaratã do Norte, Claudia, Matupá, Araputanga, Juara, Mirassol D’Oeste, Sapezal, Primavera do Leste, Alta Floresta e Cáceres.

Para participar do Projeto Padrinhos, o interessado deve procurar a Ceja nas Comarcas do interior ou entrar em contato pelos telefones (65) 3617-3121 e 3617-3191 ou pelo e-mail ceja@tjmt.jus.br. A ficha de cadastro para padrinhos também pode ser preenchida e enviada pela internet (http://padrinhos.tjmt.jus.br/ficha/padrinho.aspx).

Assessoria de Comunicação CGJ-MT

premium

Ler Anterior

Ministra do Meio Ambiente critica ‘militância’ de secretária em MT

Leia em seguida

Projeto atenderá 26 comunidades ribeirinhas

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *