Alvo da PF diz que José Riva lhe deve R$ 6 milhões

23/04/2015 – O empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o “Junior Mendonça”, foi uma das quatro pessoas ouvidas, nesta quarta-feira (22), nas audiências de instrução e julgamento da Ação Penal na qual o ex-deputado José Riva (PSD) é acusado de liderar um suposto esquema de desvios de dinheiro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Mendonça é um dos epicentros do esquema que drenou milhares de reais em dinheiro público, investigado pela Operação Ararath. Na audiência, ele atuou como testemunha de acusação contra Riva.

As quatro primeiras oitivas foram realizadas pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, no Fórum da Capital.

O empresário Júnior Mendonça foi ouvido na condição de testemunha de acusação. Ele é, também, o delator da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal para apurar crimes contra o sistema financeiro em Mato Grosso e que já chegou à sétima fase.

“Riva foi meu ‘primeiro cliente político’. Hoje, os débitos dele comigo, contabilizando juros, somam R$ 6 milhões. ” No depoimento de quase uma hora, Mendonça disse que o ex-deputado Riva foi seu primeiro “cliente político” e afirmou também que, entre os anos de 2006 e 2010, fez empréstimos ao ex-parlamentar no montante de R$ 10 milhões.

Ainda de acordo com Júnior Mendonça, Riva sempre honrou os empréstimos realizados, porém, entre os anos de 2012 e 2013, a relação entre ambos teria ficado “desgastada”.

Mendonça diz que, hoje, contabilizando os juros, os débitos de Riva com ele giram em torno de R$ 6 milhões.

“Não tenho como executar a dívida, pois os documentos estão com o Ministério Público Federal. Todas as vezes que eu tentava colocar dificuldades nos empréstimos, Riva acabava justificando o motivo dos empréstimos e eu acaba emprestando”, disse ele.

Ainda conforme o depoimento do empresário, o ex-deputado teria lhe confidenciado que os valores eram para “abastecer o sistema”.

Segundo Mendonça, Riva afirmou que o “sistema” seriam outros políticos, bem como a imprensa.

“Riva me dizia que comprava a imprensa no dinheiro. Ele me pedia empréstimos para alimentar o sistema, que eram os políticos e a imprensa”, afirmou Mendonça.

Também durante seu depoimento, o empresário disse ter feito empréstimos ao ex-deputado e hoje conselheiro do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo, e também ao deputado estadual Mauro Savi (PR).

Os valores, segundo ele, foram de R$ 2 milhões e R$ 90 mil, respectivamente. Mendonça afirmou que não fez empréstimos a outros políticos, além dos três já citados.

Outras testemunhas

Além de Júnior Mendonça, estão entre as testemunhas de acusação que foram ouvidas hoje Tatiana Laura da Silva Guedes, Aurea Maria de Alvarenga Gomes Nassarden e Edna Aparecida Matos.

De acordo com investigações que culminaram na Operação Imperador, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e que resultou na prisão do ex-deputado Riva, as supostas fraudes na Assembleia Legislativa ocorreram entre os anos de 2005 e 2009.

Ainda segundo as investigações, Riva teria liderado o suposto esquema que teria desviado mais de R$ 62 milhões dos cofres do Legislativo, por meio de empresas fornecedoras de materiais.

As audiências seguem nos dias 23, 24, 27 e 28 de abril (considerando o elevado número de testemunhas), sempre às 13h30, no Fórum da Capital.

O ex-presidente da AL será interrogado pela juíza Selma Rosane no dia 28.

Riva é dispensado

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, requisitou que o acusado José Riva acompanhe todas as datas de audiências.

A defesa do ex-deputado, no entanto, requereu que ele fosse dispensado, por entender que não há necessidade para tal.

O pedido de dispensa foi acatado pela juíza.

Veja os principais trechos do depoimento de Júnior Mendonça e das demais testemunhas:
No início de seu depoimento, o empresário Júnior Mendonça alega que após a morte do ex-servidor da Assembleia, Edemar Adams, falecido em 2010, Riva passou a lhe pedir empréstimos. Ele afirma, contudo, que os pedidos sempre eram negados.

Porém, entre os anos de 2006 e 2010, Júnior diz que fez empréstimos a Riva na ordem de R$ 10 milhões.

Promotor quer saber se Júnior sabia onde era a residência de Edemar (Atualizada 13h54)

O promotor do Gaeco, Marco Aurélio de Castro questiona o depoente se ele sabia onde o Edemar Adams morava.

Júnior responde que sim e diz ainda, ter sido apresentado a Edemar por Eduardo Jacobsen, durante um churrasco.

Na ocasião, Edemar teria dito que Riva queria falar com ele, pois necessitava de um empréstimo.

Junior disse também que está havia sido a primeira vez que havia negociado com políticos. “O primeiro empréstimo foi de R$ 2 milhões e recebi uma casa como garantia. Como a dívida foi paga, devolvi a casa, pois o Riva falou que sua esposa Janete Riva queria a casa no nome dela”, afirma ele.

Promotor quer saber sobre uma possível parceria de Edemar e Riva (Atualizada 13h59)

Na sequência, o promotor Marco Aurélio pergunta se, entre os anos de 2006 a 2010, Edemar teria parceria com Riva.

Junior novamente responde que sim.

Ele afirma ainda, que nunca houve depósito da conta pessoal de Riva para a conta dele. O promotor, por sua vez, questiona como eram feitos os repasses.

Junior diz que emitia cheques a quem Riva indicava ou TEDs a quem ele indicava. “Eu esperava Riva liquidar os empréstimos para conceder novos”, afirma o empresário.

Ele alega ainda, que Riva tinha controle e anotava todas as informações sobre os empréstimos.

Empresário comenta como eram os encontros com Riva (Atualizada às 14h03)

Durante seu depoimento, Júnior Mendonça diz que ficou sabendo sobre o falecimento de Edemar Adans por terceiros.

Ele segue falando e conta que seus encontros com José Riva eram marcados por meio da secretária ndo ex-deputado, chamada Irene.

“Eu normalmente chegava a Assembleia e esperava em uma sala pequena de reuniões, localizada na presidência”, afirma.

Júnior conta que Riva ficou “inadimplente” e ele parou de fazer empréstimos (Atualizada às 14h06)

Júnior Mendonça afirma que, em julho de 2013, Riva estava inadimplente e, por isso, ele teria parado de lhe fazer empréstimos.

Ele disse que Riva teria ligado e dito que precisava fazer uma cirurgia. “Ele disse que precisava de dinheiro, mas eu neguei”, disse o empresário.

Ainda segundo ele, isso foi feito antes das buscas e apreensões da Operação Ararath.

Ainda de acordo com o empresário, esta teria sido a única vez que Riva citou a saúde como motivo dos empréstimos.

Promotor começa a falar de Sérgio Ricardo (Atualizada às 14h09)

O promotor Marco Aurélio questiona o empresário sobre empréstimos concedidos ao ex-deputado Sérgio Ricardo.

Junior disse que Sergio Ricardo também fazia empréstimos, mas em valores menor.

Ele cita ainda, empréstimos – também de menor valor – feitos ao deputado estadual Mauro Savi.

“Sérgio Ricardo sempre quitou os empréstimos e passava enquanto pessoa fisica”, disse ele.

Júnior diz que não passou valores diretamente a Riva (Atualizada às 14h12)

Júnior diz também que não se lembra de ter passado dinheiro diretamente a Riva. Segundo ele, os empréstimos eram feitos por TED.

Ele diz também que, “no setor público é comum deixar um débito sempre pra continuar a fazer empréstimo”.

Juíza dá a palavra para a defesa de Riva (Atualizada às 14h14)

Neste momento, a Juíza Selma Rosane dá a palavra a defesa de Riva.

O advogado Valber Melo pergunta se os TEDs e os cheques emprestados são os mesmos relacionados na Operaçao Ararath.

Junior diz que sim. “Todos foram detectados na quebra de sigilo. Tudo o que saiu e entrou ficou transparente na quebra de sigilo”, afirma.

Valber então, pergunta quais eram as garantias.

Júnior responde dizendo que Riva dava notas promissórias e cheques como garantia.

Júnior diz que em 2011 e 2012 relação estava “desgastada” (Atualizada 14h17)

O empresário Júnior Mendonça afirma que nos anos de 2011 e 2012 sua relação com o então deputado Riva estava “desgastada”.

“Aí, Riva ofereceu o aval do primeiro secretário Mauro Savi para continuar a conseguir empréstimo e eu aceitei”, afirma.

Junior diz que relação com Riva era puramente comercial (Atualizada às 14h18)

Júnior disse que Riva nunca comentou sobre outras fontes de renda e que a relação entre ambos era puramente comercial.

O advogado Valber Melo pergunta sobre o sistema que Junior Mendonça mencionou na delação. E questiona ainda, se Júnior mandou TEDs para outros políticos além dos três (Riva, Sérgio Ricardo e Mauro Savi).

Júnior alega que Riva lhe dizia que “comprava a imprensa no dinheiro”.

“Ele me pedia empréstimos para alimentar o sistema, que eram os políticos e a imprensa”.

O empresário comenta ainda que, após o falecimento do Edemar Adams, Riva começou a não pagar em dia os empréstimos. Ele disse que contraiu um dos últimos emprestimo no Bic Banco e repassou a contas indicados por Riva.

Júnior comenta sobre empréstimo de R$ 5,7 milhões (Atualizada às 14h22)

Júnior comenta que um empréstimo tomado por Riva, no valor de R$5,7 milhões foi pago apenas parcialmente.

Ainda segundo ele, deste valor foram pagas três parcelas de R$ 400 mil. “O restante nunca foi pago”, conta ele.

Ele afirma ainda, que não conhece nenhum dos demais réus da Operação.

Rodrigo Mudrovistch começa a perguntar (Atualizada às 14h24)

O também advogado de Riva, Rodrigo Mudrovitsch inicia sua fala e mostra um documento aos promotores.

E Rodrigo pergunta, novamente, se Júnior conhece Elias Nassarden.

O empresário confirma que conhecia e relata que que fez algumas operações financeiras na empresa dele.

“Mas eu não tinha contato com ele. Possivelmente, o Elias esteve no meu escritório, mas eu não me lembro do rosto dele”, diz.

Ele cita também, que nos empréstimos feitos com Elias, este não mencionou relações com Riva e Edemar.

Rodrigo pergunta se Júnior conhece as empresas denunciadas e ele responde que não. Ele diz também que não se recorda se foi o Elias pai ou o filho que lhe pedia empréstimos

Júnior diz que passou a desconfiar de pagamentos ilícitos (Atualizada às 14h29)

Júnior lembra novamente que começou a emprestar dinheiro para Riva, após conversar com Jacob.

Ele afirma que o ex-deputado tinha boa fama, de bom pagador e que não era tido por dar prejuízos.

“Depois que estava envolvido com Riva até o pescoço, comecei a desconfiar que os pagamentos eram de origem ilícita”, afirma o empresário.

Empresário diz que débitos de Riva somam R$ 6 milhões (Atualizada às 14h32)

O empresário Júnior Mendonça segue seu depoimento e afirma que, contabilizando os juros, os débitos de Riva com ele giram em torno de R$ 6 milhões.

“Não tenho como executar a dívida, pois os documentos estão com o Ministério Público Federal”, afirma.

Junior disse que todas as vezes que tentava colocar dificuldades nos empréstimos, Riva acabava justificando o motivo dos empréstimos e, por isso, o ex-deputado teria lhe confidenciado que os valores eram para “abastecer o sistema”.

Júnior diz que relações financeiras foram somente com esses três deputados (Atualizada 14h35)

O empresário afirma que nunca possuiu relação com outros deputados, além de José Riva, Mauro Savi e Sérgio Ricardo.

Ele diz ainda, que Riva é quem lhe disse que os empréstimos eram para financiar o sistema. “Eu nunca soube a veracidade disso”, alega.

O depoente afirma também que sua relação com Edemar Adams era restritas a “bom dia, bom tarde” e que nunca perguntou sobre a origem do dinheiro.

Juíza pergunta sobre a garantia da casa (Atualizada às 14h37)

A juíza Selma Rosane quer saber sobre a garantia da casa na hora do empréstimo.

Júnior disse que fez uma garantia de compra e venda e a juíza pergunta dos destinatários dos cheques.

O empresário diz que não se lembra de cabeça. Segundo ele, eram muitas empresas.

Empréstimo a Sérgio Ricardo foi de R$ 2 milhões e R$ 90 mil a Mauro Savi (Atualizada às 14h41)

Júnior afirma que emprestou R$ 2 milhões a Sérgio Ricardo e R$ 90 mil a Mauro Savi. montante que foi devidamente pago.

Já o empréstimo a Elias Nassarden, segundo ele, foi de R$ 300 a R$ 400 mil e, baseado em informações que circulavam pela cidade e davam conta de que ele era de família boa e um bom pagador.

Depoimento de Júnior Mendonça é encerrado (Atualizada às 14h45)

Tem início depoimento de Tatiana Laura, ex-mulher de Elias Nassarden (Atualizada às 1450)

Começa o depoimento de Tatiana Laura, que é ex-mulher de Elias Nassarden.

Ela relata que chegou a ser sócia da Livropel, uma das empresas que forneceu material gráfico para a Assembleia Legislativa e que está entre as investigadas na Operação Imperador.

Tatiana afirma que não administrava a empresa, não sabia onde era a sede, tampouco esteve no local.

Promotor pergunta sobre a rotina de Elias (Atualizada às 14h55)

O promotor pergunta a Tatiana sobre a rotina de seu ex marido, Elias.

Ela conta que eles passavam o dia fora de casa e que cada um tinha sua independência financeira. “Tínhamos uma vida de classe média baixa”, narra.

Ela revela também que ficou sabendo da agiotagem, pois alguns parentes foram chamados a depor no Ministério Público Estadual (MPE).

Ainda de acordo com Tatiana, seu ex-marido não lhe contava sobre quaisquer contratos ou licitações.

Defesa de Riva quer saber se ela conhece empresas investigadas (Atualizada às 15h03)

O advogado Rodrigo Mudrovistch pergunta se a testemunha conhece alguma das empresas que constam na denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Ela diz que não e Rodrigo então, mostra documentos assinados por ela, em 2005.

Tatiana diz que a empresa estava em seu nome e que, por conta disso, o ex-marido Elias pedia que ela assinasse alguns contratos.

Ela diz que nãoo se lembra de ter assinado, mas que reconhece a assinatura.

“Eu nunca fui na Assembleia Legislativa. Todo o trâmite dos contratos era feito pelo Elias”, completa ela.

Defesa quer saber o motivo de Tatiana assinar os contratos (Atualizada às 15h11)

Diante das alegações de Tatiana, Mudrovitsch questiona o motivo de ela assinar os contratos sendo que ela não gerenciava a empresa.

A testemunha alega que essa “questão” ficava por conta de seu marido.

O advogado fala de uma licitação de 2006, relacionada a unidades de toner e 500 unidades de DVD. A licitação é assinada por Tatiana e a defesa de RIva questiona se ela teria disponibilidade de entregar as mercadorias.

Ela alega que não lia o conteúdo dos documentos. “Eu não lia o conteúdo. Ele vinha com o documento, dizia que tinha que assinar para uma venda e eu assinava”, relata.

Tatiana afirma também que, o ex-marido nunca comentou que a Livropel era uma empresa de fachada e por isso ela nem se envolvia com a empresa.

Termina o depoimento de Tatiana Guedes (Atualizada às 15h16)

Tem início o depoimento de Aurea Maria de Alvarenga Gomes Nassarden (Atualizada às 15h18)

Ela afirma que não conhece o ex-deputado José Riva e diz que, à época dos fatos narrados na denúncia, ela era esposa de Jean Carlo Nassarden.

Elias Nassarden era cunhado de Aurea. Ela e Tatiana eram – supostamente a pedido de seus maridos – sócias da empresa Livropel.

Ela relata que, assim como Tatiana, não conhece a sede da empresa.

Aurea conta que seu marido (Jean Carlo) sempre trabalhou com Elias Nassarden (Atualizada às 15h28)

Aurea relata que seu esposo, Jean Carlo Nassarden, sempre trabalhou junto com o irmão Elias Nassarden.

“Ele (Jean) ficava muito tempo ocioso. Porque eu estava em tratamento médico. Então, marido e mulher em casa, começa a ficar aquele mau humor”, diz ela.

“Me separei dele de 2006 a 2008. As melhorias da casa, dos carros, eram tudo financiadas. Hoje, ele dirige um ônibus que leva funcionários de uma obra”, relata ela.

Promotor quer saber se ela assinou documento (Atualizada às 15h32)

O promotor Marco Aurélio pergunta se, além de uma procuração, Aurea assinou outros documentos.

Ela responde que não se recorda.

Aurea relata melhorias no padrão de vida (Atualizada às 15h36)

Em seu depoimento, Aurea confirma que Elias melhorou seu padrão de vida.

“Quando eu reatei meu casamento, só ele trabalhava. Ele não comentava sobre as coisas do trabalho”, diz ela.

Defesa de Riva volta a questionar (Atualizada às 15h41)

O advogado Rodrigo Mudrovitsch pergunta se Aurea fazia algum ato referente a gestão da Livropel. Ela afirma que não.

Aurea também reconhece assinaturas em documentos, mas ela diz que não questionava os motivos pelos quais seu marido lhe pedia para assinar os papeis.

Defesa de Riva apresenta novos documentos (Atualizada às 15h44)

Mudrovitsch mostra outros documentos que atestam que Aurea retirou documentos junto a Assembleia Legislativa e que eram referentes a contratos no ano de 2006.

Ela reconhece as assinaturas, mas nega que tenha ido à AL.

“Eu tinha conhecimento apenas que ele fazia as vendas, as compras e as entregas”, afirma.

Na sequência a juíza pergunta se ela e a cunhada, Tatiana Guedes, sabiam que as empresas estavam em seus nomes.

” Eu achava que era porque o nome dele estava com restrição e por isso ele pediu pra que a empresa ficasse no meu nome”, afirma.

Encerra o depoimento de Aurea Nassarden (Atualizada às 15h50)

Começa o depoimento da última testemunha, Edna Aparecida de Matos (Atualizada às 15h54)

Neste momento, tem início o depoimento da última testemunha de acusação que será ouvida nesta quarta-feira.

Trata-se de Edna Aparecida de Matos, que é analista contábil do Ministério Público Estadual (MPE).

Ela realizou a análise contábil das empresas investigadas na Operação, por meio de dados da Receita Federal.

Edna diz que empresas não possuem registro (Atualizada às 15h56)

Em seu depoimento, Edna afirma que “na realidade, essas empresas não têm registro contábil”.

O promotor Samuel pergunta das notas fiscais da Assembleia e dos volume contratados pelo Legislativo.

Ela responde dizendo que, o que chamou atenção, foi foi o volume de toners contratado pela Casa.

O promotor diz que a perícia demorou e pergunta se houve demora na entrega de documentos na AL.

“Estavam faltando documentos. Solicitamos os documentos e ainda ficou faltando”, responde ela.

Promotor quer saber sobre volume de aquisições da AL (Atualizada 16h02)

O promotor Marco Aurélio pergunta se ela já ouviu falar de alguma empresa do poder público que tenha comprado 70 milhões de envelopes. Edna responde que não.

O promotor Samuel, por sua vez, quer saber o número de impressoras que existe na Assembleia. Edna responde que era em torno de 160.

Defesa de Riva quer detalhes da análise contábil (Atualizada às 16h08)

O advogado Rodrigo Mudrovitsch questiona a Edna como foi feita a perícia contábil da Assembleia Legislativa.

“Eu fiz o levantamento de tudo o que tinha nas notas. Eu comparei com os arquivos da Sefaz sobre as planilhas das notas”, responde ela.

Mudrovitsch pergunta e promotor diz que questionamento foi “ridículo” (Atualizada às 16h15)

O advogado quer saber se Edna teve acesso ao inventário do almoxarifado da Assembleia.

Neste momento, o promotor Samuel afirma que o questionamento foi “ridículo e absurdo”.

“Me assusta o nível rasteiro dessa discussão”, reclamou Rodrigo Mudrovitsch.

Advogado e promotor discutem e Mudrovitsch pede respeito, caso contrário, diz que reclamará junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A servidora diz que esse inventário do almoxarifado não consta nos autos.

“Para de chorar e faça o seu trabalho”, cutuca o promotor Samuel.

Defesa argumenta que não houve registro de operações fiscais (Atualizada às 16h 18)

O advogado Rodrigo Mudrovitsch argumenta que Elias disse que não registrou as operações fiscais.

Ele então pergunta a Edna, se é possível que as mercadorias tenham sido entregues, mas não declarado no fisco.

“Não cabe a mim saber o que ele fez ou não. Eu apenas analisei os dados que estavam nos autos”, responde a analista.

O também advogado de Riva, Valber Melo, pergunta se Edna fez cálculos para saber quanto cada deputado gasta com toner. Ela disse que não.

Juíza pergunta se houve omissão da Sefaz em algum dado. Edna volta a responder que não.

Depoimento é encerrado (Atualizada 16h22).COM INFORMAÇÕES CAMILA RIBEIRO E LUCAS RODRIGUES DA REDAÇÃO MIDIAJUR

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