Agressores de violência doméstica serão atendidos em projeto piloto

02/09/2016 – Os agressores de violência doméstica em Cuiabá serão atendidos a partir de setembro pelo projeto piloto ‘Esperança’, desenvolvido pela 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital em parceria com a Faculdade de Cuiabá (FAUC/AUM). A iniciativa é do juiz Jamilson Haddad Campos e da psicóloga e professora Eliane Montanha, que desenvolveu a ideia de um trabalho socioeducador com os homens que respondem a processos ou procedimentos pela Lei Maria da Penha na justiça.

 

A psicóloga apresentou o projeto ao magistrado que, imediatamente, demonstrou entusiasmo com a iniciativa e firmou a parceria. A partir da próxima semana, o juiz ficará responsável por analisar o perfil dos autores processuais e selecioná-los para encaminhar à clínica escola de psicologia da FAUC ‘Leonor de Carvalho Ennes’. Jamilson Haddad já havia defendido a reeducação do agressor contra mulheres durante uma audiência pública no Senado Federal, em dezembro de 2015.

juiz jamilson

 

“O sucesso desse trabalho dependerá da soma de ações educativas e preventivas que vão resultar na redução da prática de violência contra a mulher, tendo como objetivo que o agressor tome consciência de que essa violência, além de grave, é uma violação dos direitos humanos apregoados pela Constituição Federal”, defende o juiz. Ele acrescenta que toda a população tende a ser beneficiada, uma vez que “as reflexões e temáticas a serem trabalhadas nessas sessões demonstram a preocupação do Poder Judiciário na busca de uma sociedade mais fraterna, humanizada e ética”.

 

O projeto ainda está em formatação, mas a intenção é que sejam realizados 10 encontros com cada grupo, um por semana. O primeiro deve ocorrer no último sábado de setembro. Durante as sessões, serão trabalhados: acolhimento, integração, histórico da vida atual e o gerador do conflito, apresentação educacional dos direitos e deveres e a conscientização do agressor (veja no anexo). O ‘Esperança’ envolverá a atuação de psicólogos, educadores, antropólogos, estudantes de psicologia e do juiz Jamilson Haddad, que se prontificou a falar e dialogar com os participantes.

 

A psicóloga Eliane Montanha acredita que, após os agentes serem reconhecidos como sujeitos em transformação, haverá uma redução de reincidência de eventuais agressões. Para o magistrado, essa é uma maneira de “colaborar com uma sociedade que deseja construir a tão almejada paz social, edificando e buscando a efetivação constitucional da dignidade da pessoa humana”.

 

 

Redação JA/ Por; Ana Luíza Anache

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