• 24 de setembro de 2021

26/01/2016 – MPE / DEFESAS DE “OURO” : Gaeco investiga contratações de advogados de “peso”

O promotor de Justiça Marco Aurélio Castro afirmou que o Ministério Público Estadual acompanha de perto o pagamento de honorários advocatícios dos réus das ações penais e criminais propostas pelo Gaeco.

Entre os réus estão políticos mato-grossenses, que até o final de 2014 mantinham cargos nos poderes Legislativo e Executivo do Estado e, atualmente, se encontram presos preventivamente, sendo investigados por participação e gerência de supostos esquemas de corrupção.

Casos como a do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-deputado José Geraldo Riva e os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf e Marcel de Cursi.

A preocupação do MPE, segundo o coordenador do Gaeco, é saber se os honorários de advogados de renome nacional estão sendo pagos com o dinheiro supostamente desviado.

“Eu garanto para vocês que, se em determinado momento, o Ministério Público lograr êxito em obter esta informação, de que há um dinheiro ilícito para o pagamento de advogados, nós ofertaremos isso ao Poder Judiciário. Mas seria prematuro dizer que isso está acontecendo”, afirmou Marco Aurélio.

O que chama a atenção nos casos envolvendo os políticos é a contratação de advogados famosos, o que, segundo o promotor de Justiça, levanta o questionamento quanto ao valor cobrado por eles para atuar na defesa dos réus.

Silval Barbosa – réu da ação penal derivada da Operação Sodoma -, por exemplo, contratou o escritório do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o “Kakay”, criminalista mais requisitado de Brasília (DF).

Conforme reportagem da Revista GQ, José Sarney e a filha Roseana, Demóstenes Torres, Marconi Perillo e Antônio Carlos Magalhães são apenas alguns dos que deixaram sua defesa nas mãos de Kakay.

Outro réu da ação derivada da Operação Sodoma, que também contratou um advogado de “peso”, é o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, que está sendo defendido pelo ex-promotor de Justiça do estado de São Paulo, Roberto Tardelli.

O advogado de Marcel ficou famoso por ter atuado na acusação de Suzane von Richthoffen , condenada a 39 anos de cadeia pelo assassinato de seus pais, Manfred e Maraísa von Richthofen, em outubro de 2002.

Caminho do dinheiro

Marco Aurélio Castor declarou que o Gaeco busca trilhar o caminho do dinheiro usado para o pagamento de honorários milionários e, em alguns casos, estuda a solicitação de bloqueio de bens dos investigados.

“O problema que envolve estes personagens que hoje se encontram presos não é uma simples gripe, tratada a base de aspirina. Eles precisam de um bom cirurgião e um bom cirurgião cobra caro. Nós temos investigações que buscam trilhar o caminho deste dinheiro. Em todos os casos do Gaeco, nós temos esta preocupação de restituição do dinheiro público”, disse o coordenador do Gaeco.

Marco Aurélio ainda declarou que há casos em que os advogados contratados para a defesa dos réus podem ser pagos por beneficiados de esquemas de corrupção, ainda não identificados.

“A grande questão é que, infelizmente, no Brasil a corrupção tem sido uma cultura no trato da coisa pública. E quando se trata de corrupção, você não limita a uma pessoa o beneficio. Muitos benefícios são distribuídos a aquela teia de criminosos. Nada impede que um criminoso que um dia recebeu um benefício de um governador, pague o seu débito com esse governador, bancando um advogado”, afirmou. Do site Midiajur.com

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