• 18 de abril de 2021

25/06/2015 – “Reflexo será sentido na arrecadação”, garante Oscar sobre entrave ao setor florestal

O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) utilizou a tribuna na sessão desta quarta-feira (24) para cobrar uma resolução por parte do governo do Estado e da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), para destravar o setor de base florestal. O parlamentar ressaltou que mesmo com a extinção da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questionava a Lei Complementar 484/2013, que dispõe sobre o Certificado de Identificação da Madeira extraída no Estado, o setor florestal não possui motivos para comemorar.

Oscar Bezerra destacou que para não comprometer toda a safra da madeira neste ano de 2015, seria necessário que a Sema aprovasse cerca de 200 projetos de manejos sustentáveis. O deputado adianta que são mais de 600 manejos que esperam liberação.

“São 600 manejos para serem liberados e está tudo represado. Os madeireiros que possuem algum crédito de manejo possuem problema no CCSema ou na Licença de Operação (LO), e temos tecnologia de ponta para que estas questões sejam automáticas. Infelizmente, toda esta situação criou um entrave ao setor”, observou.

Para o deputado, o prejuízo da safra 2015 será sentido na economia do Estado, tendo em vista que o setor florestal é responsável pela 4ª geração de renda de Mato Grosso. “Fica o apelo mais uma vez para o governo, porque se este ano fica prejudicado, consequentemente, os outros anos também ficam, porque quem fechar as portas agora não irá reabrir ano que vem”, ponderou.

De acordo com o parlamentar, a Federação das Indústrias e o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem) já se colocaram à disposição do governo para auxiliar o Estado no desentrave do setor.

“Vamos fazer uma tarefa emergencial, o Cipem e a Federação das Indústrias já se propuseram a fazer parcerias com o Estado, na contratação de técnicos para fazer um grande mutirão sobre a tutela e os critérios da Sema, para regularizarmos esta pendência. Precisamos nos unir para resolver o problema, porque se uma das dificuldades é a falta de técnicos, precisamos buscar uma solução em conjunto”, argumentou.

O deputado acrescentou que engenheiros florestais pretendem se mobilizar em Cuiabá para reivindicar uma solução ao governo em uma manifestação em frente à Sema.

“O negócio está tão grave que querem fazer mobilização de trazer para Cuiabá, dezenas ou centenas de caminhões de tora para jogar na frente da Sema e fazer manifestação. A que ponto chegamos se isso ocorrer no nosso Estado? Tentei falar com a secretária Ana Peterlini, mas não tive retorno, e fico preocupado porque não está avançando e não podemos quebrar o setor que representa a quarta maior renda do Estado que é a base florestal. Não podemos dar prejuízo para centenas de pessoas e milhares de outras que perderão seus empregos”, ressaltou.

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