• 18 de abril de 2021

24/09/2015 – Desembargador que negou HC de Silval e Nadaf relembra histórico “lamentável” de MT e cita Riva

O desembargador Alberto Ferreira de Souza, responsável por negar os pedidos por liberdade do ex-governador Silval Barbosa e do ex-secretário Pedro Nadaf, mostrou-se contrariado com o recente histórico de corrupção em Mato Grosso. Nas decisões referentes à Operação Sodoma, o magistrado citou o “acentuado deficit moral” na comunidade política, exemplificando o “horizonte sombrio” com a prisão do ex-deputado José Riva e contabilizado os valores supostamente desviados dos cofres públicos.
Segundo Alberto Ferreira, não é possível que o Judiciário se dissocie da realidade e desconsidere os reflexos sociais nos julgamentos das causas. Silval e Nadaf solicitaram a soltura do ex-secretário sob a alegação de que ele havia sofrido constrangimento ilegal com a prisão. Os fatos públicos, porém, combateriam qualquer constrangimento.

“Particularmente em Mato Grosso [fusion_builder_container hundred_percent=”yes” overflow=”visible”][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”][fato público e notório!], em momento recente, nos deparamos com a Operação Ararath, deflagrada em novembro de 2013, cujo objetivo foi desarticular uma organização criminosa dedicada à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional por intermédio de instituições financeiras clandestinas, responsáveis por empréstimos de altas somas, especialmente a agentes políticos, que utilizavam os recursos para diversos fins, inclusive financiamento de campanhas”, afirma o desembargador.

O “Escândalo dos Maquinários”, responsável pelo suposto superfaturamento de R$ 44 milhões na aquisição de maquinas, e o desencadeamento das operações Ventríloquo e Imperador, ambas ligadas a José Riva, também foram citados.

Alberto Ferreira, considerado um jurista extremamente técnico, esclareceu, ainda, que “a atividade interpretativa inerente à atividade do magistrado não pode se deslocar completamente da cultura da sociedade em que ele vive, mas deve ser submetida a uma filtragem, a partir do exercício de uma racionalidade crítica, que tome como premissa a ideia de que todas as pessoas devem ser tratadas como livres e iguais”.

O mais novo objeto do julgamento do desembargador operação Sodoma acontece no âmbito de inquérito policial que investiga uma organização criminosa composta por agentes públicos que ocuparam cargos do alto escalão do Governo do Estado nos anos de 2013 e 2014, e apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Silval Barbosa, Marcel de Cursi e Pedro Nadaf foram detidos por determinação da magistrada Selma Rosane, da Sétima Vara Criminal. Por Arthur Santos da Silva redação[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

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