• 18 de setembro de 2021

24/02/2016- Troféu isso que a Defaz quis fazer comigo”, diz Silval

Durante interrogatório conduzido pela juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, na tarde de terça-feira (23), o peemedebista alegou que não se entregou imediatamente às autoridades pois a Defaz, segundo ele, queria “fazer um troféu com a minha cabeça”.

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) reclamou da atuação da Delegacia Fazendária (Defaz) durante a deflagração da Operação Sodoma, que resultou em sua prisão, em setembro do ano passado.

“Não fugi, segui a orientação dos meus advogados. Eles [Defaz] queriam que eu estivesse ali na Assembleia, para fazer um troféu com a minha cabeça. A senhora não imagina os dias mais apreensivos que passei na minha vida”, declarou Silval que, na mesma data da operação, iria depor na CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia.

Silval também relatou que, após após ter comparecido a Vara Contra o Crime Organizado e ser levado ao Corpo de Bombeiros, os delegados da Defaz foram até o local, com mais de 16 viaturas, para levá-lo á sede da delegacia, local onde ele prestou depoimento.

“Nem a Dilma teve batedores daqueles, como eu tive para depor”, reclamou.

O peemedebista é acusado de liderar um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, que teria lucrado R$ 2,6 milhões, entre 2013 e 2014, por meio de cobrança de propina para a concessão de incentivos fiscais pelo Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso).

Porém, à juíza Selma Arruda, ele negou estar envolvido na trama criminosa e defendeu que o decreto assinado por ele – que concedeu incentivos fiscais às empresas do delator João Batista Rosa e assegurou uma vistoria que nunca foi feita – estava dentro da legalidade.

A medida, segundo ele, seguiu a determinação de uma lei estadual, formulada após a movimentação dos próprios empresários e entidades, que temiam que “a Reforma Tributária fosse aprovada e não fosse contemplada a questão dos incentivos”.

Silval está preso no Centro de Custódia da Capital e também possui outro decreto prisional contra si, relativo à Operação Seven, deflagrada no dia 1º de fevereiro.

Além dele, também foram presos por acusações semelhantes os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Indústria e Comércio e Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda).Redação JA com Midiajur

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