21/06/2015 – Pré-candidato, Moreno defende mais participação das mulheres na OAB

Um dos pré-candidatos à eleição da presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso (OAB-MT), José Moreno, afirma que a Ordem precisa retomar seu papel preponderante no que diz respeito às questões sociais, bem como recursos públicos. Mesmo distante da data do pleito, previsto para novembro, algumas articulações começam a ser feitas visando o posto máximo da Ordem. É neste cenário que Moreno tenta manter os apoios que obteve nas eleições anteriores, e conquistar novos simpatizantes por todo o Estado.

De acordo com ele, que concorrerá ao posto pela segunda vez consecutiva, uma das propostas é trabalhar a maior participação das advogadas. “Hoje a participação das mulheres se dá de forma acanhada. Seria interessante termos uma participação mais incisiva delas, uma vez que a quantidade de homens e mulheres é praticamente igual”, diz em entrevista.

Além disso, Moreno ressalta que se faz necessária a ampliação da defesa das prerrogativas dos advogados, pois, segundo ele, estão sendo desrespeitadas em vários Poderes. Outro fator que o pré-candidato defende e que considera um dos mais difíceis, contudo, muito importante, é contribuir para a celeridade do Judiciário, que hoje pena devido à morosidade de muitos processos.

Nesta linha, o advogado explica que é preciso identificar os problemas para otimizar os meios processuais, a fim de beneficiar a todos. “Imagina como fica o advogado que depende dos honorários de processos que hoje estão parados. Se o problema for falta de servidor, vamos trabalhar para aumentar o número, conversaremos com o Estado. Precisamos estar em sintonia com o Judiciário”, destaca.

O pré-candidato ainda alega que outro fator deve ser trabalho em prol dos advogados, a questão do aviltamento de várias decisões, uma vez que, conforme ele, são definidos valores ínfimos e não correlatos da demanda que o trabalho imputa. “Muitas vezes são valores arbitrários, aquém da realidade”.

Moreno também traz como proposta maior transparência frente à gestão da Ordem. “É necessário que haja transparência total quanto aos valores arrecadados e gastos pela gestão, bem como uma prestação de contas melhorada, ampliada para que todos os advogados tenham acesso”.

O jurista explica que hoje no Estado existem cerca de 15 mil advogados, dos quais 10 mil estão adimplentes. “A arrecadação da OAB gira em torno dos R$ 10 milhões ao ano e não sabemos o que é feito com esse dinheiro”. Para ele, talvez com a melhor gestão dos recursos seria possível executar uma revisão dos valores da anuidade que os advogados pagam a Ordem. “Temos uma das anuidades mais caras do país, média de R$ 600. Enquanto existem Estados que a anuidade fica em R$ 350”, dispara.

Por fim, Moreno defende ainda a criação de um planejamento estratégico para que a instituição possa se projetar para o futuro. “Como a OAB quer ser vista futuramente? É essa pergunta que precisamos responder e trabalhar para alcança-la”, José Moreno tem como adversários Fábio Capilé, Léo Capataz, e Eduardo Mahon conclui.  Por RD news

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