21/06/2015 – Arcanjo Ribeiro vai a júri por morte de empresários

A juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri de Siqueira, marcou para o dia 30 de julho, às 8h, no Fórum de Cuiabá, o júri popular do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro pelas mortes dos empresários Rivelino Jacques Brunini, Fauze Rachid Jaudy Filho, além de tentativa de homicídio praticada contra Gisleno Fernandes.

Rivelino, Fauze e Gisleno foram alvejados no dia 5 de junho de 2002, em frente a uma oficina mecânica, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), na Capital.

O ex-comendador está preso no Presídio Federal de Segurança Máxima de Porto Velho, em Rondônia.

Além de Arcanjo, serão julgados pelos crimes o uruguaio Júlio Bachs Mayada, de 65 anos, e o ex-policial militar Célio Alves de Souza, de 49 anos.

O julgamento ocorrerá 13 anos depois do crime e mais de cinco anos após a sentença de pronúncia, proferida em 18 de maio de 2010, devido aos inúmeros recursos protocolados pela defesa do ex-bicheiro.

O processo estava em fase de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a relatoria da ministra Laurita Vaz e, posteriormente, da ministra Maria Thereza de Assis Moura, que negou os pedidos feitos pela defesa e determinou a devolução dos autos para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Os recursos tiveram início em 2010, quando a Justiça determinou que João Arcanjo e os outros réus fossem a julgamento.

Em 2011, o processo seguiu para o Tribunal de Justiça e, depois, para o STJ, retornando somente neste ano.

Encaminhado para a 12ª Vara Criminal de Cuiabá, o procedimento seguiu para 1ª Vara Criminal.

A defesa dos réus tentou, novamente, o desmembramento do processo, mas o pedido foi negado pela juíza Mônica Siqueira.

“A suposta exposição midiática é exclusivamente direcionada ao corréu João Arcanjo Ribeiro, em face do título de comendador que ostentava e da sua posição social à época dos fatos, ou seja, é de caráter pessoal e, portanto, não tem o condão de prejudicar a defesa dos corréus”, decidiu a magistrada.

Esta é a segunda vez que Arcanjo sentará no banco dos réus.

A primeira ocorreu em outubro de 2013, quando foi condenado a 19 anos de prisão pela morte do jornalista e empresário Domingos Sávio Brandão, fundador do jornal Folha do Estado.

Arcanjo ainda responde criminalmente pelas mortes de Mauro Sérgio Manhoso, Leandro Gomes dos Santos, Celso Borges, Mauro Celso Ventura de Moraes e Valdir Pereira.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado, Rivelino Brunini era o alvo e Fauze Rachid morreu porque o acompanhava.

Gisleno Fernandes também estava com as vítimas. Confundido com um segurança, ele foi alvejado, mas não morreu.

Conforme a denúncia, Rivelino também fazia parte da organização criminosa de Arcanjo e atuava na exploração de caça-níqueis, em Chapada dos Guimarães e Várzea Grande.

Ele seria responsável por ter apresentado a Arcanjo a pessoas do Rio de Janeiro envolvidas com o esquema, e também possuía alguns equipamentos.

Porém, a vítima estaria descumprindo ordens do ex-comendador, que teria definido por encomendar a morte de Rivelino.

Júlio Bachs é apontado como intermediário, ao lado do ex-coronel PM Frederico Lepesteur (falecido), e os ex-pistoleiros como os executores.

Durante julgamento realizado em 2012, o ex-cabo PM Hércules Agostinho Araújo confessou ter atirado em Rivelino.

Ele disse que disparou contra Gisleno para se defender, por acreditar que se tratava de um segurança, confirmando a versão do Ministério Público.

Afirmou ainda ter sido contratado para o crime, mas disse desconhecer quem seria o mandante. Na ocasião, inocentou Célio, contrariando depoimentos anteriores.Por

THAIZA ASSUNÇÃO Midianews

 

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