Ex-juiz se diz “surpreso e indignado” com denúncia do MPF

O ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva se defendeu das acusações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF), por suposta prática de corrupção.

Por meio de nota, ele se disse “surpreso e indignado” com o envolvimento de seu nome na ação proposta pelo MPF.

“Considerando notícias acerca da eventual presença de meu nome no episódio sujeitos à jurisdição do Ministério Publico Federal, venho esclarecer que nunca mantive qualquer ligação com atos tidos por irregulares na referida apuração”, disse.
“Reafirmo a confiança nas instituições envolvidas e a minha surpresa e indignação em face das notícias em questão, consignando que sempre pautei minha conduta pessoal e profissional com a mais absoluta ética, imparcialidade e seriedade”
O ex-magistrado afirmou que até o momento, não tem conhecimento sobre quais os fatos estão sendo investigados no referido inquérito judicial.

“Sabe-se apenas da existência de um suposto oferecimento de denúncia, os quais, por certo, não trazem qualquer participação deste em suposta infração”, pontuou.

“Por fim, reafirmo a confiança nas instituições envolvidas e a minha surpresa e indignação em face das notícias em questão, consignando que sempre pautei minha conduta pessoal e profissional com a mais absoluta ética, imparcialidade e seriedade, como é do conhecimento de toda a sociedade mato-grossense”, disse.

O advogado Fernando Henrique Nogueira afirmou que não teve acesso à denúncia do MPF. “Na tarde desta quarta-feira, provavelmente, conseguiremos uma cópia da denúncia e, então, nos posicionaremos sobre o caso com mais detalhes”, afirmou.

VLT

Julier e Osvaldo Alves Cabral são acusados de suposta prática de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

“A investigação demonstrou que a relação entre o empresário Osvaldo Cabral e Julier Sebastião da Silva vai muito além da alegada amizade entre ambos. O empresário era um dos principais articuladores políticos de Julier, sendo também um homem de confiança que arcava com diversas despesas do magistrado, além de transferir mensalmente dinheiro a ele, emprestar veículo de luxo em troca de ‘favores judiciais'”, diz nota do MPF.

Segundo o MPF, uma das empresas representadas por Osvaldo Cabral era a Planservi Engenharia Ltda., que tentava obter um contrato com o Consórcio VLT Cuiabá, vencedor da licitação para executar o projeto de modal de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

A Planservi assinou contrato com o Consórcio VLT Cuiabá no valor de R$ 46,9 milhões, para prestar o serviço de consultoria e supervisão da obra.LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO MIDIAJUR

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