• 18 de abril de 2021

18/09/2015 – Gravação de Machado mostra independência do MP; objetivo de divulgação seria suspeição

A divulgação dos grampos telefônicos feitos pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), onde mostram conversas entre o desembargador Marcos Machado e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), refletem a independência do Ministério Público Estadual (MPE), sob a titularidade do procurador-geral de Justiça Paulo Prado.

 

Desembargador Marcos Machado

Isso porque Marcos Machado exerce a função de desembargador a partir do quinto constitucional destinado ao MPE. Antes de ir para o Judiciário, Machado exerceu o cargo de promotor de Justiça e também já foi secretário de Administração e Meio Ambiente na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR).

 

Polêmico, Machado divide opiniões. Por um lado é tido como “linha dura”, mas, por outro, é considerado “político”. Age, nos bastidores, por amigos e colegas de toga. Foi assim com Silval Barbosa, quem o nomeou desembargador a partir de uma listra tríplice enviada pelo MP após eleições internas. 

 

De qualquer forma, o fato mostra que o MP não está disposto a “alisar” ninguém, nem seus próprios pares.

 

Nos bastidores, todavia, comenta-se que o grampo foi vazado à emissora afiliada da Rede Globo com o objetivo de provocar a suspeição do magistrado, que compõe a Segunda Câmara Criminal do TJ, que deve julgar pedidos de Habeas Corpus nos envolvidos na Operação Sodoma. O HC de Silval Barbosa, por exemplo, caiu para o desembargador Alberto Ferreira de Souza.POR ALEXANDRE APRÁ E REDAÇÃO JA

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