19/09/2015 – Silval é levado à delegacia, mas se mantém calado

Após se apresentar à Justiça por volta das 16 horas desta quinta-feira (17), e ser detido no Comando do Corpo de Bombeiros, em Cuiabá, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) foi levado para a Defaz (Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública), para prestar depoimento, no início da noite.

Ele chegou ao local escoltado por viaturas, agentes e delegados da Polícia Civil. Ele evitou a imprensa, mas disse, diante da pergunta de uma repórter, que “não se sentia humilhado”.

Apesar de toda a movimentação, o ex-governador não respondeu a nenhuma pergunta feita pela Polícia Civil. Ao sair da Defaz, ele disse que é “inocente” e que “está tranquilo”.

“Mal tivemos tempo de conversar com ele. Aliás, não tivemos tempo de ler todo o inquérito, o que dificulta até mesmo entendermos o que está acontecendo”

Segundo seus advogados de defesa, a previsão é de que ele iria depor nesta sexta-feira, mas a Defaz o intimou logo após a sua detenção.

“Mal tivemos tempo de conversar com ele. Aliás, não tivemos tempo de ler todo o inquérito e acesso a todas as informações, o que dificulta até mesmo entendermos o que está acontecendo. Por isso, o instruímos para que permanecesse em silêncio diante dos questionamentos”, disse o advogado Valber Mello.

“Não é razoável que, apesar dele ter se colocado diversas vezes à disposição, espontaneamente, para prestar esclarecimentos, seja ouvido nesse horário, nessa circunstância, sem ter sequer tempo hábil para conversar com seus advogados e, ainda, sem que a defesa tenha a íntegra da investigação”, disse.

“Mudo”

Mesmo assim, os delegados responsáveis pelo caso fizeram dezenas de perguntas a Silval, acusado de ser o líder de um esquema criminoso de corrupção e recebimento de propina em troca de incentivos fiscais a empresas de Mato Grosso.

Além dele, estão presos os ex-secretários Pedro Nadaf (Indústria e Comércio e Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda).

A defesa de Silval aguarda o julgamento de um habeas corpus no Tribunal de Justiça, com pedido de liminar, para tentar colocá-lo em liberdade. POR MIDIANWS

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