• 17 de setembro de 2021

17/10/2015 – Câmara de Santa Rita do Trivelato contraria TCE e rejeita contas do prefeito

A Câmara de Santa Rita do Trivelato rejeitou parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a gestão financeira do prefeito Hugo Garcia Sobrinho (PSD) e rejeitou as contas do Executivo, referente ao ano de 2014.

Segundo informação da Casa de Leis, a Prefeitura não prestou contas na data prevista e se recusou a responder solicitações da Câmara quanto a documentos licitatórios, que conforme denuncia estão superfaturadas.

O presidente da Câmara, vereador Vandir Matschinske (PV) juntamente com os vereadores Leomario Taborda (PSD) e Claudeci Maria da Silva (DEM) encaminhou a ata da votação para o Ministério Público Estadual. “Cumprindo nosso papel de órgão fiscalizador, fizemos várias tentativas pedindo documentos a Prefeitura e não fomos respondidos”, disse Vandir.

Ainda de acordo com o presidente, o município passa por sérios problemas na área de saúde, como falta de medicamentos e atendimento a população. “Estamos somente com uma médica, que não consegue atender a demanda do município, a população está sofrendo porque não consegue fazer nem sequer exames clínicos”, concluiu.

As contas foram rejeitas por sete votos a dois, para o vereador Leomário Taborda, os vereadores não poderiam aprovar as contas com tantas irregularidades denunciadas. “Este é o nosso papel, fiscalizar onde foi aplicada a verba pública”, salientou. Segundo o vereador, o combustível da Prefeitura foi gasto excessivamente e de maneira indevida, e que inclusive o prefeito responde no Ministério Público por improbidade administrativa.

A vereadora Claudeci Maria da Silva ressaltou que o prefeito não prestou contas a população, “teria que ter feito audiências a cada quatro meses e não foram realizadas, fazemos o requerimento ele não responde e quando responde diz que é segredo, não posso aprovar uma gestão desta, sem acesso a informação”.

Denuncias

Na ata encaminhada ao Ministério Público, consta que o município empregava uma médica que recebia vinte horas para atender na zona rural e trabalhava uma vez a cada 15 dias. Há também o caso de uma enfermeira que estava de atestado e recebendo horas extras sem trabalhar. Os vereadores denunciam também o contrato de R$ 7 mil reais de uma contadora da Prefeitura de Trivelato.

O documento apresenta ainda denuncia de funcionários com função gratificada sem ser efetivo do município. Além de problemas com infraestrutura, como caixa d’ água que começaram a construir e hoje está paralisada enferrujando, reformas em prédios públicos que começaram e não foram concluídas.

De acordo com o documento da Câmara, o prefeito utilizou maquinário, funcionário e óleo diesel do município para uso particular. Fonte: Dayane Senna

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