17/03/2016- Câmara rejeita denúncias de Taborelli contra prefeita de Várzea Grande

Por 15 votos contrários, três favoráveis e três abstenções, a Câmara de Vereadores de Várzea Grande rejeitou na noite desta quarta-feira (16.03) denúncias protocoladas na Casa pelo deputado estadual Pery Taborelli (PSC), contra a prefeita do município, Lucimar Sacre de Campos (DEM).
Com a nomenclatura de denúncia 10, as acusações de Taborelli somavam 19 itens e foram protocoladas na Câmara na ultima sexta-feira (11), porém, na noite de ontem elas entraram em pauta e foram rejeitadas pela Casa de Leis.

Nelas, o deputado Taborelli pedia o afastamento imediato da Prefeita Lucimar por 90 dias, com a justificativa da mesma não atrapalhar nas investigações.
Votaram pela rejeição das denúncias os vereadores: Claido Celestino, Maninho de Barros, Chico Curvo, Gidenor Anselmo, Hilton Gusmão, Waldir Bento, João Madureira, Joãozito de Barros, Pedro Paulo Tolares, Miguel Baracat, Leonardo Mayer, Joaquim Antunes, Nilo Campos, Sumaia Leite e Valdemir de Souza.

Já Fábio Saad, Ivan dos Santos e Miriam Pinheiro optaram pela aceitação e Kalil Baracat, Wanderley Cerqueira e Jânio Calistro se abstiveram.
O vereador Fábio Saad (PTC) até tentou aprovar um ‘pedido de vista’ e adiar a votação das denúncias por enxergar nelas configuração de atos de improbidade administrativa da prefeita, como superfaturamento em contratos e dispensa de licitações, todavia, também foi rejeitado por 13 vereadores.

“O pedido de vista nos daria tempo hábil para analisarmos as denúncias e ai não correr o risco de prevaricarmos sobre elas, ainda mais elas vindas de um deputado estadual”, reclamou Saad.
Outro ponto defendido pelo social cristão para aceitação das denúncias contra Lucimar recaiu sobre a ausência da Prefeita nessa mesma noite, após ser convocada pelo Legislativo para prestar esclarecimentos acerca dos indícios de fraude para aquisição de medicamentos no processo 339382/2015, termo de referencia 70/2015, dispensa de licitação 25/2015, realizado pela Prefeitura, através da secretária municipal de Saúde e que envolve mais de R$ 2 milhões.
“A prefeita deixou de vir hoje aqui, porque será? Ela perdeu a oportunidade de se posicionar diante dos fatos que vem acontecendo”, indagou Saad.
Mesmo assim, a maioria dos vereadores achou por bem ignorar as imputações contra a democrata, principalmente, diante da atual situação de turbulência política que o município atravessa e o período pré-eleitoral que se aproxima.

Isso é explicado pela vereadora Sumaia Leite (SD), quando diz que o deputado Taborelli deseja usar a Câmara como manobra política, de olho nas próximas eleições.
“Não vamos admitir que o deputado se autopromova em cima desta Casa de Leis cujo fim é a politicagem”, disparou.

Sumaia ainda complementou: “Eu cheiro alguma coisa nessas denúncias do deputado. Através delas ele quer dar um salto mais alto, mas aqui em Várzea Grande não tem bobó cheira-cheira, como pensa.”
Taxativa, a parlamentar ainda ironizou que Taborelli não apresentou nenhum projeto na Assembleia Legislativa que beneficiasse Várzea Grande, mesmo o deputado sendo membro da comissão de segurança pública no legislativo estadual.

Chico Curvo (PSD) aderiu as críticas de Sumaia contra a propositura de Taborelli ao denunciar que tem deputados se elegem com votos da comunidade várzea-grandense e em seguida somem, mas aparecem apenas em período eleitoral para se beneficiarem.
“Esses deputados precisam trabalhar pela nossa cidade. Eles vêm aqui, pegam os votos e somem sem trazer nenhum benefício à população várzea-grandense. Ao invés de vir aqui trazer denúncias sem fundamento, precisam sim trazer ajuda ao município”, finalizou.

Veja as sínteses das denúncias rejeitadas:

1- fraude em contração de empresas;
2- pagamento em desobediência a ordem cronológica de exigibilidade sem vantagem para o erário;
3- prevaricação/participação no delito de usurpação de função pública, praticada pelo marido da prefeita Lucimar – Senhor Jaime Campos;
4- caso Dental Centro Oeste – fraude na aquisição de medicamentos sob dispensa de licitação realizada pela Prefeitura, através da secretária municipal de Saúde e que envolve mais de R$ 2 milhões;
5- fraude em pregão presencial que envolve R$ 26 milhões;
6- fraude em licitação para contratação de serviços técnicos em consultoria;
7- fraude no processo licitatório para contratação da empresa Traço Arquitetura;
8- fraude em contratação de empresa para prestação de serviços artístico no natal de 2015;
9- aditivo contratual com a empresa Locar Saneamento Ambiental Ltda;
10- fraude na reforma da escola Irenice Godoy;
11- fraude em terceirização de serviços essenciais;
12- pagamento ilegal de incorporações salariais;
13- uso da máquina administrativa;
14- conivência em fraude documental com o filho do vereador Hilton Gusmão;
15- nepotismo;
16- não disponibilidade de contas anuais;
17- realização de serviços fora de licitação;
18- deixar de pagar prorrogação de contrato de imóvel;
19- contratação de empresa para construção de rede elétrica.

POR Elizeu Silva

premium

Ler Anterior

17/03/2016 – PF deflagra Operação Provérbio em MT e DF

Leia em seguida

17/03/2016 – Juiz federal do DF suspende posse de Lula na Casa Civil

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *