• 18 de setembro de 2021

16/12/2015 -Maluf questiona critério exigido por MP para CPI e tenta resolver problemas

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Guilherme Maluf (PSDB), negou qualquer interesse em aceitar a crítica feita pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, de que os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará os membros do Ministério Público Estadual sejam deputados que nunca tenham sido alvos da instituição.

“Esse critério não existe. Boa parte dos deputados tem processos na justiça. Eu tenho, o deputado Zé Carlos tem”, respondeu Maluf. Para ele, isso não afetará em nada as investigações que vai apurar supostas irregularidades em R$ 10 milhões em 45 cartas de crédito concedidas a promotores e procuradores entre 2008 e 2009.

A CPI das cartas de crédito do MPE será composta por Oscar Bezerra (PSB), Wilson Santos (PSDB), Pery Taberolli (PV), Leonardo Albuquerque (PDT) e José Carlos do Pátio (SD) pelo minoritário. Desses, somente Leonardo não foi alvo de ação do MPE até o momento.

No dia 03 de dezembro, Prado afirmou que caso deputados já processadas pelo MP, ou sob investigação, participem da CPI, é “melhor fechar o Brasil”. Ele não descartou a possibilidade de ingressar na Justiça contra esse tipo de composição da comissão parlamentar de inquérito.

Presidência

Argumento parecido com o de Prado é usado por Wilson Santos para recusar Pery Taborelli no comando da CPI do MP: Taborelli possuiria uma condenação em segundo grau. Maluf tentou se reunir com todos os membros do bloco da maioria na terça-feira (15), para resolver o imbróglio, mas não conseguiu reunir todos os “interessados”.

Como Wilson Santos não quer Taborelli, Oscar Bezerra, um dos principais articuladores, ameaça deixar a comissão devido a “falta de unidade”. Caso isso se concretize, Dilmar Dal’Bosco (DEM) é cotado para o substituir e os dois não compareceram a reunião do bloco da maioria.

“O Dilmar estava em viagem e o Bezerra chegou apenas para a sessão. Espero me reunir com eles em qualquer momento de amanhã (quarta-feira, 16) e resolver isso. Eu tenho poder regimental para indicar o presidente e o relator, mas quero manter o espirito democrático da Casa”, pontuou Maluf.

Taborelli afirma que conseguiu três votos de cinco – além do próprio, Oscar e Pátio concordam com ele na chefia dos trabalhos da comissão -, mas o líder do governo, Wilson Santos. Durante a sessão noturna de terça, Pery Taborelli usou a tribuna para reclamar do comportamento do tucano. “O líder do governo precisa se portar como líder, aceitar a democracia”, asseverou.Por Jardel P. Arruda

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