• 21 de abril de 2021

14/07/2015 – Juiz é a face humana da justiça, diz corregedora nacional

A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, participou na tarde desta segunda-feira (13 de julho) da cerimônia solene de posse dos 26 novos juízes que atuarão no Poder Judiciário de Mato Grosso. Emocionada, ela se disse honrada em poder participar do primeiro momento da vida funcional desses magistrados. Ela lembrou que neste momento todos devem estar permeados de ansiedade misturada com alegria, emoção e também com a apreensão quanto ao que ocorrerá na vida profissional de agora em diante.

 

A ministra convidou os juízes para uma reflexão de questões que considera importantíssimas, como o fato de os prazos processuais jamais corresponderem aos prazos emocionais, e desejou prudência. “Há processos que precisam andar rapidamente, mas há processos que precisam ter seu tempo de amadurecimento. Também aprendi que conciliar não é só mostrar os dois lados da questão, mas principalmente diluir as mágoas das pessoas que estão em conflitos, isto é, afastar para sempre essas mágoas”, ponderou.

 

Ela alertou também que o bom senso e o equilíbrio são qualidades indispensáveis para solucionar os múltiplos problemas que fatalmente surgirão nas comarcas. Ressaltou ainda que o juiz precisa ser humilde, imparcial, independente, sem nenhuma suspeição.

 

Sobre as leis, Nancy Andrighi ressaltou que aprendeu que o juiz deve ter boa vontade com as novas leis, inclusive com o novo Código de Processo Civil, que trará enormes mudanças e irá cobrar estudo e dedicação. Já em relação às leis antigas, é necessário relê-las com carinho e com um olhar contemporâneo. Quanto ao advogado, ela destacou ser obrigação do magistrado atender aos profissionais. “Isto é demonstração de serenidade e certeza de sua posição”. E pediu educação e paciência para ouvi-los, mas sempre lembrando que não é necessário dar resposta de imediato, “lembre-se que sempre terão uma noite para pensar”, revelou.

 

Para finalizar, a ministra lembrou que são os homens quem fazem as Instituições e, por isso, é imprescindível se pautar nos rigorosos princípios éticos para manter a respeitabilidade do Tribunal. “A toga é o escudo protetor de cada um de vocês, a proteção está em entrar na sala de audiência vestindo a toga. Ser juiz é ser solene sem deixar de ser humilde. O respeito à Casa da Justiça quem estabelece e cultua é o juiz. Ser juiz não é uma função, mas sim uma missão, e esta deve ser cumprida de forma diferenciada, quer quanto ao modo, quer quanto ao tempo, quer quanto à dedicação. O juiz, mais que um proferidor de sentenças, deve ser acima de tudo um serenador de almas, especialmente quando se é juiz nas comarcas do interior. Vocês são a face humana da justiça, por isso devem ter valores como misericórdia  e amor ao próximo”, concluiu.

 

Homenagem – A ministra Nancy Andrighi foi agraciada durante a cerimônia solene. A homenagem foi entregue pela juíza substituta Sabrina Andrade Galdino, terceiro lugar geral entre os empossados.

 

A placa destaca a valorização dos juízes de Primeira Instância por parte da corregedora, bem como a seriedade, determinação e espírito inovador dela. “Em seu brilhantismo característico, demonstra o lado sensível, aliado ao inconteste conhecimento jurídico. Representa a humanização dos julgadores e o exemplo de conduta ética e profissional a ser fielmente observado. Representa a proximidade e facilidade de acesso à Justiça, a humildade admirável e, sobretudo, a sabedoria com que desenvolve a jurisdição moderna e sempre atenta aos anseios sociais”, ressalta.

 

O texto da homenagem destaca ainda que a magistrada representa a inspiração dos novos magistrados para a concretização de direitos e efetivação plena dos valores constitucionais. A ministra recebeu ainda dos empossados uma cesta com produtos e iguarias cuiabanas.

 

Nancy também foi agraciada com a medalha de Mérito Acadêmico Desembargador Mauro José Pereira, ofertada pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso. A condecoração veio seguida de diploma e foi entregue pela diretora da Esmagis-MT, desembargadora Marilsen Andrade Addario. As homenagens visam enaltecer aqueles que prestaram grandes contribuições para o mundo jurídico. REDAÇÃO JA COM TJMT

 

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