• 24 de setembro de 2021

> Procurador-geral de Cuiabá é considerado inelegível pela OAB-MT

A Comissão Eleitoral da OAB-MT considerou inelegível o procurador-geral de Cuiabá, Rogério Gallo, que concorria ao cargo de conselheiro federal na chapa de Leonardo Campos, o “Léo Capataz”.

O presidente da comissão, Silvano Macedo Galvão, e demais membros, acataram a uma representação da coordenação jurídica do candidato a presidente da oposição, José Moreno.

Ao desrespeitar a legislação, que é clara, o candidato demonstra que está disposto a afrontar a classe dos advogados, assim como a imagem institucional da Ordem, em função de um projeto pessoal de poder
A OAB-MT reconheceu a inelegibilidade pelo fato de, ao exercer o cargo de procurador municipal, e ter substituído o prefeito Mauro Mendes (PSB) por dez dias, neste ano, Rogério Gallo interrompeu suas atividades como operador do Direito – e violou o Provimento 146/2011, do Conselho Federal da OAB.

Em suma, ele não preeche o requisito de comprovar o período mínimo de 5 anos, ininterruptos, de exercício da advocacia. “Neste período, ele requereu a suspensão do exercício profissional, vez que estava impedido, por ser chefe do Executivo municipal, de exercer a profissão”, diz a representação.

“Desta forma, considerando a denúncia da “Chapa Atitude na Ordem”, a comissão eleitoral resolve reconhecer a inegilibilade do candidato Rogério Luiz Gallo, pela “Chapa Advogar por Todos”, oportunizando defesa no prazo de três dias ou substituição do candidato no prazo de cinco dias”, afirmou a comissão eleitoral, no último dia 17.

“Falta de respeito”

O coordenador jurídico Huendel Rolim, da chapa de José Moreno, considerou como “falta de respeito” a atitude do procurador Rogério Gallo.

“Ao desrespeitar a legislação, que é clara, o candidato demonstra que está disposto a afrontar a classe dos advogados, assim como a imagem institucional da Ordem, em função de um projeto pessoal de poder. Isso é lamentável”, disse Rolim.

“Do jeito que o candidato Léo Capataz e seus apoiadores estão dispostos a tudo para alcançar o poder, atropelando até mesmo o Provimento 146/2011, não é de se estranhar se eles, em breve, ajuizarem essa questão, a fim de tentar manter o procurador na disputa”, afirmou.

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