11/09/2015 – CARNE SUÍNA : Mato Grosso busca certificado internacional da OIE

Mato Grosso busca o reconhecimento internacional de área livre de Peste Suína Clássica (PSC) junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O pleito está sendo possível em função da parceira entre o Governo do Estado, a Associação de Criação de Suínos (Acrismat) e o Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa), que instalaram barreiras fixas sanitárias nas fronteiras. Essa era a única exigência que faltava para que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encaminhasse o relatório ao órgão internacional.

“Essa conquista representa um grande avanço para o desenvolvimento econômico do Estado e só foi possível graças ao trabalho realizado em conjunto. E mostra que, quando existe alinhamento para o objetivo comum, é possível fazer as coisas de maneira correta e com foco em resultados”, comemorou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Seneri Paludo.

A previsão é de que o Mapa apresente à OIE, ainda este mês, um relatório completo que será analisado por um grupo de especialistas, selecionado pela organização mundial. Uma vez aprovado, o documento passa pelo crivo da Comissão Científica da OIE. O resultado deve ser divulgado pela OIE durante a Assembleia Mundial que acontece todos os anos no mês de maio. Os 180 países-membros fazem uma votação para decidir se a solicitação será ou não contemplada.

O Mapa realizou três etapas de auditoria, junto ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), a fim de verificar se as exigências estabelecidas para que o estado seja considerado livre da PSC estavam sendo cumpridas.

Na primeira, avaliaram se o Programa Sanitário de Sanidade Suídea seguia os padrões adequados. Neste caso, foram necessários alguns ajustes no programa, como investimento na capacitação dos profissionais que atuam na fiscalização. Assim, 270 agentes fiscais de Defesa Agropecuária e Florestal passaram por treinamento voltado para normas e legislação referentes ao trânsito animal e vegetal e para atuação nas barreiras volantes.

Nas duas últimas, coube à Superintendência Federal de Agricultura (SFA-MT/Mapa) vistoriar os postos de fiscalização do Indea localizados nos municípios de Vila Rica e Guarantã do Norte. Na ocasião, auditaram as ações do Instituto quanto às ações realizadas e à estrutura física para a execução dos trabalhos de vigilância veterinária no Estado.

Para o presidente do Indea, Guilherme Linares Nolasco, o Estado avança para a abertura de novos mercados. “Mato Grosso dá um passo à frente, a caminho da certificação que irá agregar valor ao mercado da carne suína. Cumprimos com tudo o que é exigido para o pleito. Investimos em qualificação dos servidores, em cadastramento de propriedades, sorologia, fiscalização”.

Os parceiros do Estado atuaram de forma dinâmica em todo processo de fiscalização. A Acrismat na execução de treinamentos e locação da estrutura para o posto fiscal de Guarantã do Norte e o Fesa que doou caminhonetes para a realização de barreiras volantes. A ação conjunta é um marco para a defesa sanitária.

Mato Grosso é o quinto maior produtor de suínos do Brasil com mais de dois milhões de cabeças, sendo 1,6 milhão em granjas comerciais. Atualmente, 413 granjas comerciais são cadastradas no Indea.

Ações desenvolvidas

Com apoio do Ministério da Agricultura e da Acrismat, o Indea realizou dois importantes treinamentos para médicos veterinários. O primeiro para Monitoramento e Controle Populacional de Suínos Asselvajados e o segundo um Simulado de Gabinete em Emergência Sanitária Animal para Peste Suína Clássica (PSC).

A população suídea foi atualizada durante o período da campanha de vacinação contra febre aftosa, na ocasião foi realizada vigilância ativa em algumas propriedades. São 68 mil propriedades com criação de suínos de subsistência e granjas comerciais cadastradas no Indea.

Para o fortalecimento da vigilância veterinária, postos fiscais foram estruturados, obedecendo às exigências do Mapa, nos municípios Guarantã do Norte e Vila Rica. Ambos fazem divisa com o Pará e estão em pontos estratégicos para o controle do trânsito de animais e produtos de origem animal e vegetal.

Em Colniza – outro município vizinho do Pará – são realizadas barreiras volantes com equipamentos e veículos doados pelo Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa-MT), devido ao baixo tráfego de animais e ao difícil acesso. Além das entidades privadas, o Indea também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) nas fiscalizações.

Médicos veterinários do Serviço de Inspeção Sanitária Estadual (SISE) também foram treinados para realização da colheita de amostra de sangue de reprodutor de descarte em frigorífico sob a inspeção estadual. Na esfera federal o procedimento já era realizado, agora as colheitas são realizadas no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e SISE que abatem suínos. Por LARISSA MALHEIROS/ DAYANE SANTANA
Assessoria/ Sedec/Indea

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