• 24 de setembro de 2021

06/12/2015 – MPE / EM DEFESA DO MPE: A grande maioria dos DEPUTADOS que ali estão já dividiu a Assembleia com o ex-deputado José Riva

O promotor Marco Aurélio de Castro, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), desafiou a Assembleia Legislativa a propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades do ex-presidente da Casa, José Geraldo Riva.

Castro criticou o fato de os parlamentares se debruçarem, neste momento, sobre o pagamento e emissão de cartas de crédito a membros do Ministério Público Estadual (MPE), fatos que, segundo ele, já foram exaustivamente apurados, sem que nenhuma irregularidade fosse apontada.

“O Ministério Público não teme a instalação da CPI. Ao contrário, o que tememos são os elementos subjetivos que levam os deputados a investigar estes fatos no momento em que, talvez, eles deveriam estar instalando uma CPI para apurar os desmandos do ex-deputado José Geraldo Riva na Casa”, afirmou.

“Mas, não tenho dúvida de que falta coragem aos deputados. Eu posso dizer, sem sombra de dúvidas, que a grande maioria dos que ali estão já dividiu a Assembleia com o ex-deputado José Riva e deve ter as suas razões para não comprar uma briga dessa”, completou o promotor.

Segundo Marco Aurélio Castro, não faltam elementos que justifiquem a abertura de uma comissão para investigar supostas fraudes, que segundo o Gaeco, foram lideradas pelo ex-deputado Riva e que resultaram no desvio de milhões dos cofres do Legislativo.

“Claro que defendo a instalação de uma CPI para investigá-lo. Aí, sim, teríamos elementos suficientes que justificam a investigação. Só o Gaeco, neste ano, fez três operações, tendo como ator principal o ex-deputado”, disse.

“E aí, eu pergunto: essas irregularidades só aconteceram em 2015, 2014 ou 2013? Não. Puxa o histórico do ex-presidente da Assembleia, e eu indago: houve alguma CPI para investigar os desmandos da Casa? A própria Casa poderia fazê-lo e nunca o fez”, completou o promotor.

CPI do MPE

O coordenador do Gaeco ainda saiu em defesa do Ministério Público e afirmou a uma CPI “precisa ser algo sério, e não de um instrumento para achincalhar pessoas de bem”.

“A CPI deveria ter sido utilizada pelo Poder Legislativo de forma séria, de forma correta. Afinal, quantas CPIs nos vimos dar certo nesse Brasil?”, questionou.

“Mas, volto a dizer: estamos tranquilos e vamos respeitar essa decisão. Vamos fazer nosso papel, que é o de prestar as informações sobre as cartas de crédito. As mesmas informações que já foram prestadas ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), à Justiça Federal e ao Tribunal de Contas do Estado. O TCE e o CNMP foram unânimes em dizer que não havia irregularidade. Agora, quem tem tempo a perder que perca. Eu não tenho”, afirmou o coordenador. POR CAMILA RIBEIRO DO MIDIANEWS

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