> Projeto de Taborelli prevê tratamento especial para mulheres vítimas de violência

O autor explica que essas mulheres são obrigadas a conviver não só com o trauma resultante da agressão, mas também com lesões que comprometem a aparência

 

Uma proposta do deputado estadual Pery Taborelli (PV), que prevê a criação de regime especial de atendimento para a mulher vítima de violência doméstica e familiar, nos serviços públicos de saúde e, de referência de cirurgia plástica, está em tramitação na Assembleia Legislativa. O projeto está na consultoria da Casa de Leis aguardando despacho.

O autor explica que essas mulheres são obrigadas a conviver não só com o trauma resultante da agressão, mas também com lesões que comprometem a aparência. Em muitos casos a vítima abandona as suas atividades diárias por vergonha e preconceito. “Eu acredito que com uma cirurgia reparadora essa mulher tem chance de recuperar a sua alto estima”.

Taborelli defende ainda que essas vítimas devem passar um atendimento especial, que envolva questões psicológicas, financeiras e de saúde.

Com essa propositura o parlamentar prevê, devolver a dignidade à mulher lesionada e dar-lhe o conforto psicoemocional para a continuação de suas atividades normais.

Quando realizado o diagnóstico e comprovada ás agressões e os danos, o projeto de lei, alerta para a importância da inscrição no cadastro único na Secretária do Estado de Mato, caso autorizado pela vítima.

O parlamentar explica que ao longo dos últimos anos, a visibilidade da violência doméstica vem ultrapassando o espaço privado e adquirindo dimensões públicas.

Conforme dados da Pesquisa de Amostra Domiciliar (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que cerca de 63% das agressões físicas contras as mulheres acontecem nos espaços domésticos e são praticadas por pessoas com relações pessoais e afetivas com as vítimas.

O deputado comentou que a Lei Maria da Penha ajudou a retirar do âmbito familiar os casos de violência doméstica, e também apresentou à sociedade um quadro mais realista e assustador da realidade feminina. Porém ao mesmo tempo em que a sociedade consegue perceber que a lei possui efetividade, foi constatado em uma pesquisa da Secretaria de Transparência – Subsecretaria de Pesquisa e Opinião –  DataSenado que 83% das mulheres residentes em capitais conhecem ou já ouviram falar da Lei Maria da Penha, entretanto, 51% das vítimas ainda não denúncia.

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