04/04/2016 – Juíza aponta empresários envolvidos em esquema da Sodoma e cita existência de “fiscal da propina”

A partir dos fatos apontados pela polícia, a juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Arruda, avalia a participação de pessoas e empresas em um grande esquema de propinas que “contaminava” o executivo Estadual ao longo dos anos. Havendo inclusive designado um “fiscal da propina”. Dentre os cheques constatados, estão o da empresa de Evandro Gustavo da Silva, R$ 283 mil, e outros menores, como de Julio Tisuji, R$ 89 mil.

A empresa EPG da Silva ME, cujo sócio é Evandro Gustavo Pontes da Silva, teria dado propina a agentes públicos. O fato teria sido verificado com a descoberta do valor de R$ 283 mil oriundos de contas bancárias da empresa. Segundo consta do documento em que decide pelas prisões preventivas da mais recente fase da “Operação Sodoma”, o valor corresponderia à parte de um pagamento do terreno adquirido por César Roberto Zílio, que custara R$ 13 milhões.

Ainda, Pedro Elias Domingos de Mello, que substituiu César Zílio na pasta de Administração do Governo Barbosa, teria sabido e tomado participação no esquema de propinas tão logo descobrira os fatos, ao assumir o cargo. De acordo com os depoimentos do empresário Willians Paulo Mischur, Pedro Elias teria assumido o “cargo” de “fiscal” de arrecadação de propinas para a suposta organização criminosa.

Julio Minoru Tisuji é sócio da empresa Webtech Softwares e Serviços Ltda. EPP, a quem as investigações apontam o pagamento de dois cheques no valor de R$ 89.075 em favor de César Zílio, em novembro e dezembro de 2012.

Não menos importante, considera a magistrada, José de Jesus Nunes Cordeiro, então Secretário Adjunto da SAD, também teria participação no esquema de corrupção “que contaminava o poder executivo mato-grossense”. Ele teria exigido de Zílio pagamentos mensais no valor de R$ 30 mil.

Para juíza Selma, todos os nomes de pessoas físicas e empresas chegam à um denominador comum, o ex-governador Silval Barbosa. Segundo a magistrada, há “fortíssimos indícios” de sua “efetiva participação”.

A magistrada Selma Arruda conclui o trecho fazendo uma reflexão: “[fusion_builder_container hundred_percent=”yes” overflow=”visible”][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”][…] trata-se de uma verdadeira fortuna desviada de sua legítima destinação, que é a sociedade mato-grossense, em favor de poucos personagens, hoje milionários à custa de falcatruas”.

Contexto

A operação Sodoma investiga a cobrança de propina no núcleo do poder durante a gestão Silval Barbosa. Em um primeiro momento a Delegacia Fazendária denunciou um esquema valorado em aproximadamente R$ 2,6 milhões, extorquidos de um empresário beneficiado com incentivos fincais. A segunda fase revelou uma suposta transação de compra de um terreno para ocultar R$ 13 milhões em extorsão.

A terceira fase da operação Sodoma foi desencadeada após depoimento prestado por Willians Paulo Mischur, dono da empresa Consignum. Mischur afirmou que teria sido obrigado a pagar pelo menos R$ 500 mil por mês para garantir a manutenção do seu contrato junto ao governo do estado. Novas fases da Sodoma são aguardadas para os próximos meses.

Solto com tornozeleira

Após completar prisão preventivamente há 10 dias, o ex-secretário de Administração de Mato Grosso, Pedro Elias Domingos de Mello, conseguiu obter liberdade provisória, sob medidas cautelares, e deixou a sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na noite desta sexta-feira (31). Pedro cumpria prisão preventiva desde 22 de março, quando deflagrada a “Operação Sodoma 3”.

Por ser advogado, Pedro Elias tinha direito a um local mais seguro e amplo para cumprimento da prisão preventiva. Razão pela qual passou os 10 últimos dias na sede do Bope de Mato Grosso. Lá o réu ficava impossibilitado de ser abordado por presos comuns.[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

premium

Ler Anterior

> Juvam oferta recursos para projetos ambientais

Leia em seguida

04/04/2016 – Presidente do STF designa Gilmar Mendes para julgar Riva

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *