• 18 de abril de 2021

03/07/2015 – Wagner quer popularizar doença pouco conhecida entre médicos

Fibromialgia: Mais de 82 mil pessoas que vivem em Mato Grosso – 90% das quais,

mulheres – sofrem por sentir dor maior do que o normal em seu corpo por causa

do funcionamento irregular do sistema de percepção a esse sofrimento físico. O

mal que atinge 5,1 milhões de pessoas no país tem nome – Fibromialgia, mas a

medicina não sabe ao certo o que o provoca. Apenas, o distingue como “doença

neurológica e não psicossomática”.

Pesquisa do Instituto Harris Interactive, encomendada pela multinacional

farmacêutica Pfizer – no Brasil, México e Venezuela – aumentou a preocupação

sobre o assunto. O resultado mostrou que 75,3% dos pacientes entrevistados

nunca tinham ouvido falar da doença até que receberam o diagnóstico. Pelo

menos, 2,5% da população brasileira sofre com a Fibromialgia, que permanece

desconhecida para a maior parte das pessoas.

O que tornou esse cenário mais nebuloso foi o revelado pelo

reumatologista Eduardo Paiva, chefe do Ambulatório de Fibromialgia do

Hospital das Clínicas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Entre os

médicos brasileiros ouvidos em pesquisa – 77% dos clínicos gerais e 84% dos

reumatologistas, neurologistas, psiquiatras e especialistas em dor – disseram que

a enfermidade não é muito conhecida, até mesmo dentro da própria categoria.

Em Mato Grosso, o Projeto de Lei nº 56/2014, do deputado Wagner

Ramos (PR), tenta reverter esse quadro. Ele cria o Dia Estadual de

Conscientização sobre a Fibromialgia, a ser celebrado anualmente em 12 de

maio. A matéria já teve sua tramitação finalizada na Assembleia Legislativa e

aguarda confirmação do governo sobre sua aprovação.

“Entender a Fibromialgia vai amenizar o sofrimento de milhares de

pessoas que vivem em Mato Grosso e têm sua dor desconsiderada pela falta de

conhecimento. E também conviverão com menos preconceito”, observou

Wagner.

O principal objetivo do republicano é estimular o debate em torno da

doença e os assuntos relacionados a ela. Também, gerar troca de experiências e

informações sobre o tema entre profissionais, pacientes e a sociedade.

Finalmente, também abrir espaço para que os profissionais ligados à área da

saúde – no estado – apresentem novos estudos e pesquisas sobre a Fibromialgia.

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