​Para vereador, bancada federal fez manobra para prejudicar Cuiabá

20/10/2017 –  O vereador Paulo Araújo (PP) mostrou sua indignação com a quebra de acordo entre os oito deputados federais e três senadores, que acabou retirando R$ 32 milhões que seriam destinados para o novo Pronto Socorro de Cuiabá, pois, segundo ele, havia um acordo de uma emenda conjunta entre eles para a nova unidade.

“Inicialmente havia um compromisso juntamente com o Ministério da Saúde em que R$ 80 milhões fossem encaminhados para Cuiabá, dando inicio a aquisição de materiais hospitalares, mas isso não foi cumprido”, disse, lembrando que com toda essa mudança no recurso financeiro que não estava previsto, o andamento da obra ficará prejudicado.

“A obra estava prevista para ser entregue em março de 2018, do maior hospital público do estado de Mato Grosso, que é o Pronto Socorro de Cuiabá. Cronograma esse que fica afetado pelo fato da bancada mudar a destinação dos recursos”, ressaltou.

Ele explicou que do montante de R$ 80 milhões, R$ 30 milhões serão retirados para pagar irresponsabilidade do governo com os municípios, ou seja, a falta de repasse aos hospitais regionais. “Cuiabá já carrega um passivo muito grande por parte do governo do Estado por essas faltas de repasses”, desabafou.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) revelam que 57,7% dos pacientes internados nas unidades hospitalares do município ou da rede conveniada do Sistema Único de Saúde de Cuiabá residem na Capital, enquanto 42,3% são do interior. Além disso, 50,46% das consultas realizadas pelo Município são à pacientes de outras cidades, assim como 28,63% dos exames laboratoriais ou de imagens.

Indicativos financeiros da própria SMS revelam um aumento de aproximadamente 35% do custo per capita na saúde da Capital entre os anos de 2013 e 2017, saltando de R$ 767,82 para 1.183,67.

“Só no ano de 2016, ainda está pendente por falta de repasse da parte da Secretaria Estadual de Saúde, em valor atualizado na data de hoje são R$ 13.775 milhões. Em 2017, o acumulado até agora é de quase R$ 45.774 milhões”, afirmou.

Ele conclui lamentando que “Cuiabá não aguenta mais”, pois o fato de retirar esse recurso para compra de materiais afeta diretamente à entrega do Hospital Pronto Socorro de Cuiabá, que atenderá não só a população de Cuiabá, mas de todo o estado.

 

Por; Cairo Lustoza

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